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Uma boa viagem

Por: Fábio Carvalho

Ir de férias significa grandes viagens, para ir e para voltar. É muito importante manter uma postura correta durante a condução. Isso fará com que a nossa condução seja segura e agradável evitando alguns problemas na nossa qualidade de vida. A semana passada fui até à praia. Não sou pessoa que gosta muito de autoestradas, gosto de me aventurar por fora, conhecer aqueles sítios que pouco ou nada conheço, ir à descoberta. Foi uma viagem de mais ou menos duas horas. Se tivermos em conta o regresso foram quatro horas. No dia seguinte sentia uma dor no pé e na perna. Ou seja, não regulei como era suposto o meu banco para uma viagem tão grande. Há três posições que se consideram incorretas para conduzir. A de encolhido. Nesta posição o condutor não tem margem de manobra para movimentos, pelo que isso aumenta a sua fadiga e diminui a capacidade de manobra do veículo. Por outro lado, o condutor situa-se demasiado perto do airbag. A posição de esticado, invalida o funcionamento do encosto das costas e cabeça. Em caso de colisão, o condutor pode sofrer desde uma lesão por golpe de chicote cervical até um deslocamento. Os braços esticados impedem-no de realizar manobras rápidas com o volante. Por fim, também é errado a condução só com uma mão. Esta reduz a possibilidade de manobra de todo o volante a um só ponto, quer seja superior ou inferior. Desta forma, qualquer atuação repentina sobre o volante não terá a precisão necessária por parte do condutor. Apesar de os veículos modernos se encontrarem adaptados para maximizar o conforto, os mecanismos de nada servem se o condutor não se posicionar corretamente. Entre os er
ros mais comuns encontramos, por exemplo, a condução demasiado próxima do volante ou a condução apenas com uma mão. Se a primeira aumenta a tensão nos ombros e punhos, a segunda obriga a que corpo se mova lateralmente, aumentando o risco de escoliose. Segundo um especialista brasileiro, os principais sintomas de uma postura errada ao dirigir, são formigamento e dores que afetam outros membros, como braços e pernas. Podem também evoluir para problemas como escoliose (desvio da coluna vertebral), lombalgia (dores lombares) e cervicalgia (dores cervicais). Conduzir com o banco muito inclinado não é recomendável. Também a zona lombar deverá estar apoiada, de forma a evitar lombalgias. Para maximizar o conforto, a altura do assento deve garantir a visibilidade necessária e o fácil acesso aos pedais. Segundo o Manual do Ensino da Condução do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), a adaptação do condutor ao veículo passa por três níveis: posição do condutor ao volante, utilização dos pedais e o manuseio do volante.
A cabeça deve estar na vertical apoiada acima da nuca. As mãos diametralmente opostas, os braços fletidos a 90 graus. As omoplatas bem apoiadas, o cinto bem justo, costas bem encaixadas, calcanhares apoiados no chão e pernas ligeiramente fletidas. Conduzir com ambas as mãos no volante não só diminui o tempo de reação, como melhora o conforto. Imaginando que o volante é um relógio, as mãos devem ser posicionadas como se fossem 9h15min. Os dedos devem segurar confortavelmente a extremidade do volante, os polegares deverão ficar apoiados na superfície. Sobre o encosto de cabeça, posicione-o mais ou menos à altura das pálpebras. Se o encosto não for ajustável, tente manipular a altura da cadeira. Garanta que a distância entre a cervical e o assento é de 2 a 3 centímetros. Uma distância de mais de 7 centímetros aumenta as probabilidades de efeito chicote em caso de acidente ou travagem brusca. Da próxima vez que for conduzir não se esqueça destas dicas, adote uma boa postura não tenha problemas depois no seu dia a dia e tenha boas viagens.
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