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As doenças cardiovasculares

Por: Drª Ana Arnaut

Apesar dos progressos conseguidos nos últimos anos na luta contra as doenças cardiovasculares, estas continuam a ser a principal causa de morte na Europa. Elas abrangem um leque alargado de doenças relacionadas com o sistema circulatório, incluindo o Enfarte Agudo do Miocárdio e o Acidente Vascular Cerebral (AVC). Em Portugal são responsáveis por cerca de 35 mil óbitos anualmente, embora muitas dessas mortes e desse sofrimento prolongado pudessem ser evitados através de mudanças simples nos hábitos alimentares. O risco cardiovascular indica a probabilidade que uma pessoa tem de vir a sofrer de uma doença cardiovascular no futuro e depende da associação de vários fatores de risco presentes. É avaliado pelo seu médico de família, e o objetivo é identificar as pessoas que devem ser aconselhadas e que devem receber tratamento para prevenir as doenças cardiovasculares. Dislipidemia é o termo usado para descrever as anomalias dos lípidos (gorduras) no sangue. É um importante fator de risco cardiovascular, a par da hipertensão arterial e tabagismo. A gordura acumulada nas paredes das artérias pode levar à obstrução total ou parcial do fluxo de sangue que chega ao coração e ao cérebro. Requer uma especial atenção uma vez que não produz quaisquer sinais ou sintomas. As dislipidemias podem-se manifestar por um aumento dos triglicéridos, um aumento do colesterol LDL ou “mau” colesterol, uma combinação dos dois anteriores e ainda por uma redução dos níveis de colesterol HDL ou “bom” colesterol. Os níveis recomendados são valores orientadores, tendo que ser avaliados de acordo com o risco cardiovascular de cada um.

O seu médico saberá quais os níveis adequados para si. Geralmente, para pessoas sem outros problemas de saúde os níveis recomendados são:

• LDL abaixo de 115 mg/dL

• HDL superior a 40 mg/dL nos homens e 48 mg/dL nas mulheres;
• Os triglicéridos inferiores a 150 mg/dL.

O que deve fazer:

• Não fume;

• Mantenha o “peso ideal”;

• Pratique atividade física regular, pelo menos 30 minutos/dia todos o dias. O exercício ajuda a elevar o colesterol “bom”;

• Tenha uma dieta equilibrada e variada, rica em legumes, leguminosas, verduras e frutas e pobre em gorduras. Deve evitar o consumo de gorduras de origem animal, como as carnes gordas, o presunto, o queijo, a manteiga, as charcutarias, a fast-food etc…;

• Diminua o consumo de álcool, para 1 copo pequeno de vinho por dia nas mulheres e dois nos homens, de preferência ao almoço;

• Modere o consumo de sal para 1 colher de chá rasa por dia;

• Tome a medicação prescrita pelo seu médico.

Aconselhe-se junto do seu médico de família, ele saberá escolher as medidas mais apropriadas à sua situação e assegurar a respetiva vigilância a longo prazo. As análises ao sangue devem ser feitas após 12h de jejum de alimentos e bebidas (exceto água e a sua medicação). Não há necessidade de fazer análises anuais ou “testes de farmácia”, a não ser que seja essa a indicação do seu médico. Nunca esquecer que os medicamentos que reduzem o colesterol são mais eficazes quando combinados com uma dieta pobre em gorduras e colesterol. A escolha do medicamento a utilizar depende de vários fatores, mas as estatinas são geralmente os fármacos mais utilizados para reduzir o colesterol LDL e o risco cardiovascular. Na USF Cardilium para além de seguirmos a sua doença, queremos que tenha uma participação ativa na manutenção da sua saúde, o seu médico assistente irá ajudá-lo na escolha de hábitos de vida saudáveis. Mantenha-se saudável! Pratique exercício físico regularmente e tenha uma dieta equilibrada!

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