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Saltimbancos na política

Certamente muitos portugueses já imaginaram um partido político à sua medida, porque divergem neste ou naquele aspeto da orientação geral da matriz de um ou de outro partido, e queriam outra coisa, mas convenhamos que é quase impossível subescrever integralmente todas as convicções, por isso se fala em alas dentro do mesmo “bloco”. Nesta conformidade, “lopo”, com origem na palavra “lupus”, é um nome que escolho ao acaso para caraterizar um homem da polis, (animal político), saltimbanco, que é comunicador nato, interativo, parece satisfazer todos os que o servem, mas dá “cambalhotas” e às vezes pensa ser superior. Também não aquece o lugar a que foi catapultado, porque quer ser mais catapultado, pelo que não se sabe bem o que pretende e também não demonstra nada de novo, mas repete asneiras pagas pelo povo. Há, como é óbvio, no seu perfil, muitas razões para saltar, sempre com um único objetivo, ter mais oportunidades dadas pelos votos, sobressair com o seu egocentrismo e algum narcisismo, daí a frase comum, só vai para a política quem não sabe fazer mais nada. Pode ser do norte mas candidata-se, se for preciso, a uma câmara do sul, passou por lá um dia, almoçou bem e disseram-lhe que tinha perfil, prometeu construir um polivalente e está feita, até pode instalar uma secretaria de estado na “Charneca de baixo”, se for o caso. Na educação promete o estoirado cheque-ensino, experiência falhada de alguns países, personalidade para dar nas vistas, com essa garantia de prazo curto, porque lhe falta credibilidade. Falta ainda na caraterização a estafada locução “emagrecimento do estado”. Mas estou com alguém ao dizer terem os políticos de fazer exame prévio para avaliar competências de governança, para minimizar os erros que se pagam e destroem energias de todos. No curriculum deveriam constar as atividades desenvolvidas fora das juventudes partidárias, e um júri para pôr o carimbo de apto, ou de inaptidão. Apesar de tudo, até pode ser positivo que uma ou outra destas figuras apareça para assim se estabelecerem comparações, é preciso contudo que os cidadãos saibam avaliar, porque não é qualquer animal político que consegue fazer carreira.

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