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De médicos (veterinários) e loucos, todos temos um pouco

Conselhos sobre saúde animal

Por: Telma Gomes

Terminou a campanha de vacinação antirrábica e de identificação eletrónica. Promovida pela Direção Geral de Alimentação e Veterinária, com o apoio da autarquia de Torres Novas, foram percorridas todas as freguesias do nosso concelho, por cerca de sessenta localidades. Deparei-me com diferentes realidades ao longo deste período: animais meigos contrastando com animais temerosos e agressivos, que nunca tinham visto ninguém, à excepção do seu dono, durante toda a vida. Animais com protocolos vacinais e desparasitações em dia, outros animais que nem tanto. Donos preocupados, que queriam saber sobre como cuidar melhor do seu animal e donos cépticos, desconfiados da boa intenção do médico veterinário. Repeti as mesmas palavras: cuidados com a desparasitação interna, com a desparasitação externa, prevenção de doenças, para além da raiva, para as quais existe vacina, leishmaniose. Não me canso de o fazer: de que serve o conhecimento, se não for partilhado? Como poderei ser uma boa veterinária, se apenas souber tratar (mesmo que bem!) dos animais que já me chegam doentes, sem conseguir prevenir a própria situação de doença que os levou até mim? Foi por esse motivo que aceitei o convite para vos escrever: o desafio era “escrever sobre cuidados com os animais, de um modo que todos percebessem”. Por isso, e em jeito de resumo dos últimos dias, ficam algumas dicas: a desparasitação interna, em cães adultos, deve ser feita de 3 em 3 ou de 4 em 4 meses, sobretudo antes das vacinas e, em cadelas gestantes, cerca de 2 a 3 semanas antes do parto. Os cachorros até aos 6 meses têm um protocolo de desparasitação específico, mas esta deve ser iniciada às duas semanas de idade. Por volta dos dois meses, os cachorros deverão tomar as primeiras vacinas, que protegem contra várias doenças como a esgana, a hepatite viral, a parvovirose, a tosse do canil e a leptospirose. São vacinas independentes da vacina contra a raiva, que só deve ser administrada a animais a partir dos três meses de idade. No que diz respeito à identificação eletrónica, ou microchip, esta é obrigatória para todos (mas mesmo todos!) os cães nascidos depois de 2008. Não é raro, cães que “nunca” saem de casa, perderem-se por algum motivo. Sem microchip, nunca poderemos identificar legalmente o dono. Por fim, quando pensar em combater as pulgas e carraças que se vêem, lembre-se de proteger também contra os mosquitos. Transmitem doenças graves, fatais, e proliferam pela nossa região. Se tiver dúvidas, fale com o seu veterinário. É a pessoa que estudou durante 6 anos para lhe dar os melhores conselhos, e que, continuamente continua a investir na sua formação. Nós só queremos o melhor para a saúde: dos animais e dos humanos. Confie e deixe-nos ajudar.

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