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O ensino em Torres Novas

Soube por um amigo que a Escola Artur Gonçalves ficou muito bem colocada a nível nacional. Embora não tivesse sido professor nessa escola, fico sempre feliz com os resultados obtidos pelos meus colegas. Por isso gostava que os pais que, infelizmente, tantas vezes estão contra os professores, quando têm muito que agradecer àqueles que, durante um ano, procuram educar culturalmente os seus filhos. Sei, por experiência própria, que não é fácil, sobretudo nas chamadas “Humanidades” fazermos compreender a jovens de dezoito e dezanove anos a importância da Literatura. Na verdade, a pergunta que sempre fazem é: “para que servem as leituras dos nosso escritores”? São homens e mulheres que muito refletiram sobre quem somos e para onde vamos, criticando os nossos defeitos e louvando as nossas virtudes. Contudo, neste nosso mundo de telemóveis de “twiteres”, de smartofhones, etc,etc, as ditas literaturas nos parecem coisas de pouca ou nenhuma importância. Gostaria que alguém fizesse um estudo sobre as leituras dos portugueses e verificasse, com grande espanto, que a maioria não lê nada ou pouco lê. Haja alguém que chame a atenção da televisão pública dos erros de palmatória que todos os dias se cometem. Eu sei que, quando andava lá por esses lados da televisão, muitas vezes, o saudoso Henrique Mendes me perguntava como se pronunciava tal palavra ou se a notícia estava bem elaborada. E porquê? Sabia muito bem que por cada calinada era uma repreensão do diretor da televisão. A falta de cultura é bem visível na programação dos nossos meios de comunicação. Quem saberá que a palavra é latina embora os nossos locutores a pronunciem à maneira anglo-saxónica. Podia aqui apresentar vários exemplos desta praga em que, o apresentador não sabendo pronunciar a palavra, a pronuncia como se fosse inglês. Mas mais que estes pequenos reparos é a falta de cultura geral. Daí a afirmação que se repete muitas vezes: “somos pequenos em tudo, até naquilo de que somos exemplos para outros povos”. Olhem para aquilo que os estrangeiros que agora nos visitam e se aprecie o que eles dizem de nós. Deixem de menosprezar a nossa cultura e deixem a ignorância de tantos portugueses que acham que não vale a pena estudar Eça de Queirós, Camões, Gil Vicente, etc. Por isso fico muito contente quando as nossas escolas ficam bem colocadas nos chamados “rankings” nacionais, seja a minha onde lecionei , seja a outra onde lecionam muitos dos meus ex-colegas com competência e abnegação.

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