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É necessário um “tachímetro”

O termómetro, instrumento cuja invenção é atribuída a Galileu, serve para medir temperaturas e é indispensável na pesquisa científica. Na actualidade, alguém devia descobrir um aparelho para avaliar o dinheiro que sai da bolsa dos contribuintes para o da maioria dos políticos, sempre atrás de “tachos”. Por isso poder-se-ia chamar “tachímetro”.

Existe um número de justificações para estas transferências. Exemplos? A acumulação de funções e mesmo a síndroma das senhas de presença. Os leitores terão notado que são sempre as mesmas pessoas a ocuparem determinados postos na cena política. Repetidamente, estes paladinos da pluralidade democrática acumulam mandatos. Isto durante dez, vinte ou mais anos. Dizem-se defensores dos jovens mas não lhes deixam espaço. Em suma, quem se agarra ao poder não o faz por razões virtuosas. Entram aqui em jogo as senhas. Registámos o caso de uma deputada e funcionária de um partido. Quando um diário lhe perguntou quanto ganhava como funcionária respondeu: “os eleitos do meu partido, também nas autarquias, no Parlamento Europeu, na AR, não recebem mais quando exercem essas funções. Antes fazia parte da Assembleia Municipal e não recebia as senhas de participação”. Quiçá seja assim naquela banda, porém intuímos como agem. Há países onde esta questão é discutida nas instâncias públicas. Promulgam leis que proíbem a combinação de funções executivas parlamentares, locais e empresariais. Em contraste com as acumulações dos “super-homens e mulheres” de Portugal, em França, após renhidos debates, houve um tombo revelador na acumulação. Foi priorizada a «missão» de deputado. A boca está lambuzada, mas afiançam não ter provado os doces. Viva a “democracia lusa” e os seus dignos representantes, os queridos deputados que tanto sofrem pelos eleitores.

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