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Nada a dizer

Adiamos. Protelamos. E até chegamos mesmo a fazer de conta que nem vimos nem ouvimos coisas que verdadeiramente nos magoam. Ver até vimos mas não olhamos com o tempo e a atenção que era necessária. Muito menos com a frieza suficiente para deixarmos o coração de lado e usarmos a razão. Ouvir até ouvimos… ohhhh se ouvimos. Mas procedemos da mesma forma. Fazemos de conta que não se passou nada. Mas passou. E o mais grave foi o que se passou dentro de nós. E a forma danosa como não valorizamos. E depois passam os dias. E os meses. E eis que há um vazio. E de repente damos por ele. Como se não tivéssemos nem visto nem ouvido mas o que é certo que o vazio é quase palpável. E assusta. E confunde-nos. E faz-nos, novamente, pôr em causa um sem fim de coisas da nossa vida. Mas o que é quase certo é que não há nada a pôr em causa. Não há nada a ponderar. Está tudo bem. O “Nosso Eu” é que foi crescendo. E agora já não se dá por satisfeito com o que antes era bastante. Crescer é um processo natural. Como tal continua tudo bem. “O que você pensa sobre mim não vai mudar quem eu sou, mas pode mudar o meu conceito sobre você” (Dr. House). E de que nos serve estarmos vivos se não evoluirmos?! Se não crescermos?! Que nos permitamos crescer a cada dia que passa mesmo que doa. Mesmo que incomode. A nós e aos outros. Um brinde à VIDA pois TUDO ISTO EXISTE, TUDO ISTO É TRISTE (e estar VERDADEIRAMENTE VIVO tem destas coisas) TUDO ISTO são COISAS e CENAS & CENAS e COISAS.

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