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ACUPUNTURA – CV

O Poder da Mente…

Por: Vitor Sepodes

Foi com expetativa e no final com entusiasmo que o Mundo pôde assistir ao mais complexo resgate do grupo de 12 jovens e do seu treinador das grutas de Tham Luang na Tailândia. Este entusiasmo deve-se ao facto de todos terem sido resgatados com êxito e bem de saúde, apesar de alguns pormenores relacionados com pulmões e transtornos digestivos. Aplaudo de pé, todos os elementos que se dirigiram de vários países, cada um com a sua função para ajudar na estratégia de resgate porque nestas situações há sempre quem fique esquecido, nem que andasse a tirar água da gruta ou preparar as refeições ou tão apenas a limpar o espaço. Todos foram importantes para o êxito desta manobra. No entanto vou salientar de todos quantos o fizeram um elemento chave para que estes jovens tenham conseguido aguentar aquilo que à partida o comum dos mortais não conseguiria. Esse elemento é sem dúvida o treinador. Ekaphol Chantawong que perdera os pais e um irmão de 7 anos, devido a uma doença rara, quando tinha apenas 10 anos, foi criado por familiares e aos 12 anos encaminhado para um Templo Budista onde esteve 10 anos e se realizou física e mentalmente. Foi este homem que através da mente conseguiu que os jovens ficassem serenos, respirassem controladamente para poupar oxigénio e não sentissem tanta fome. São muitas as vezes que falo da importância da mente… neste caso o Tai Chi Chuan que pratico desde 2000, há cerca de 18 anos e que continuarei a fazê-lo enquanto puder. Muitos livros referem o Tai Chi como meditação em movimento, serenando a mente, melhorando o nosso equilíbrio, apurando o poder da concentração, diminuindo o stress, etc… hoje em dia todos têm acesso a informações sobre esta atividade. Quando há alguns anos quis implementar o Tai Chi no ensino básico e… nada, na Câmara e… nada, em coletividades e… nada, quando ainda há cerca de 5 anos espalhei panfletos a convidar a população, gratuitamente para às 3as e 5as, durante todo o mês de julho, aprenderem alguns movimentos desta arte, no Jardim das Rosas, fiquei sozinho sentado na relva. Sabe porquê Sr. leitor… porque somos seres superiores… não gostamos de aprender o que outros povos têm de maravilhoso e fazem a diferença. Para este Homem, eu de pé agradeço com o símbolo do Tai Chi, serrando a mão direita (união, força, família), e junto-a à mão esquerda que está na vertical (honra, determinação, assertividade) e faço uma vénia.

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