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CUSMT: «Crise não justifica os problemas da Saúde»

 

Em conferência de imprensa, que se realizou na segunda-feira, dia 27 de Abril, na Casa Intersindical, a Comissão de Utentes de Saúde do Médio Tejo veio a terreiro dizer que a crise financeira internacional não pode servir como desculpa para os problemas existentes no sector da saúde.

 

Manuel José, falando em nome da Comissão, comentou as notícias vindas a público na semana passada, «Não houve dia que não se falasse no que se está a passar no Médio Tejo, as coisas estão a chegar a um limite e já não há respostas». O número insuficiente de médicos na região está a agravar a capacidade de resposta dos centros de saúde, e das suas extensões, à população que vai ficando, cada vez mais, privada do acesso aos serviços de saúde.

 

A Comissão denuncia que o Governo esteja a implantar «a política do facto consumado», dizendo que sem médicos não haverá necessidade de manter algumas extensões de saúde abertas, disse o Dr. Manuel Ligeiro, que lembrou as “desculpas” que tem sido dadas ao longo dos anos, «Primeiro não havia dinheiro para contratar médicos, agora não há médicos para contratar». A Comissão de Utentes alertou também para a incipiente implantação das USF (Unidades de Saúde Familiares), pois no distrito existem apenas duas, e ambas em Tomar, que segundo o Governo iriam resolver o problema da falta de médicos, quando na verdade está a retirar médicos das extensões de saúde, agravando o problema das populações rurais.

 

A falta de médicos, diriam mais tarde, foi detectada no início dos anos 90, e até agora ainda não foram tomadas medidas convincentes para resolver o problema, reclama a Comissão.

 

Luís Miguel Lopes

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