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Invisibilidade

Acordar, abrir a janela e ver chover é muito agradável mas, não no verão. Haja paciência. Ohhhh São Pedro faça-nos o favor de parar de brincar com a malta. As tão esperadas e merecidas (mas apenas e só em alguns casos) férias na praia estão marcadas e… ninguém merece. Mas também quem é que nos disse que na vida é para termos o que merecemos??? Uiiii havia tanto para falar acerca deste assunto mas… não temos tempo nem espaço nesta minha crónica. No decorrer da nossa existência, já todos fizemos pequenas coisas que todos repararam (quando falo em todos, refiro-me em especial, àquelas pessoas que nos são importantes) e também já fizemos coisas grandiosas e ninguém deu por isso ou quase ninguém. E depois… colocamos tudo em causa ou não. O que é certo é que os feitos mais grandiosos de que a Humanidade tem conhecimento e de forma transversal em todas as artes ao longo dos tempos, na altura em que foram realizados não tiveram grande expressão. O que é certo é que fazemos todos parte de uma enorme engrenagem que faz mover o mundo. E nessa engrenagem, cada um de nós é essencial e ao mesmo tempo invisível. Por isso devemos ser GRATOS todos os dias da nossa vida. Ser cuidador é muito prazeroso, mas é também extenuante… damos, damos, damos e recebemos, recebemos muitos sorrisos e até algumas lágrimas. E o mais estranho de tudo é que com o passar do tempo nos tornamos invisíveis. E somos todos cuidadores uns dos outros… sejamos pais, filhos, amigos, namorados, casados, patrões, empregados, médicos, pacientes. Como nos ilumina a alma ouvir: Que bom ter-te aqui. Está tudo tão bonito! Gosto de ti. Obrigada. Parabéns pelo seu trabalho. Mas tudo isto é habitual acontecer “quando ainda cheira a bolos” ou seja, quando tudo é novidade. Depois a rotina desgasta-nos e retira-nos estes mimos. E ao fim de algum tempo a falta de mimos retira-nos força interior e alguma força anímica também e a falta de força vai-nos esbatendo o sorriso. E o que somos nós sem o nosso sorriso? Enorme sorriso para todos, apenas porque tudo isto existe, tudo isto é triste (e por vezes ser invisível é bom!) tudo isto são Coisas e Cenas e Cenas e Coisas.

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