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Temas de ontem e de hoje

Quando se olha para o território do continente português, no tocante à distribuição de cidadãos residentes, verifica-se aquilo que sempre existiu, isto é, um desequilíbrio em termos de concentração de habitantes. Assim, no interior andam-se muitos quilómetros e encontram-se poucas pessoas, ao contrário, nas zonas costeiras, há mais residentes e atraem mais visitantes. Acresce que além de Lisboa, a capital, e do Porto, as duas maiores cidades, também Viana do Castelo, Aveiro e Faro estão em cima do mar, sendo que Coimbra e até Braga não estão longe. Em suma, talvez estejamos em presença de mais de metade da população de Portugal, e todas as restantes cidades são médias ou pequenas, donde também não podem criar atratividade, nem muitos empregos. É como se o Atlântico e um vento suão, divergente e em redemoinho, tivessem sugado o interior, desde a fronteira com Espanha, deixando belas paisagens para poucos apreciarem. Trata-se de uma espécie de insularidade continental, isto é, temos “ilhas” dentro do território do continente, e só por isso não é fácil fixar mais jovens. Por outro lado, como aqui já foi dito, as acessibilidades são um obstáculo para se ir, por exemplo, a Bragança ou à Guarda, pelo que as Beiras e Trás-os-Montes não só deviam beneficiar de um alívio nas taxas das auto-estradas, assim como de impostos para empresas que invistam no interior, como também de apoio aos casais com filhos, até ao fim do secundário e universidade. É claro que as regiões do interior têm empresas, escolas, serviços e até universidades, mas é preciso mais, no fundo são os investimentos públicos ou privados que podem renovar as regiões. Não com empresas que acarretem problemas para as populações, poluindo o ambiente, como ainda vai acontecendo, ou instalando-se hoje para fechar amanhã.

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