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Os “Pravdas” não comunicaram

Merecia uma tese. Alguém devia investigar a origem das fantasias que enchem as cabeças dos portugueses. Na realidade, são raros os que não vão em balelas, os que não querem ser desiludidos e exigem factos em vez de discursos ocos e sorrisinhos falsos. Tal como na ex-URSS, também aqui a verdade começa a ser apenas a permitida pelo partido que tudo controla, até a maneira de pensar dos cidadãos. Tanto como escreve Orwell em “O Triunfo dos Porcos/Animal Farm”.
E vem isto a propósito de notícias quase ignoradas nos “media”, inclusive pelos “comentadores” da RTP/RDP pagos com o dinheiro das taxas adicionadas às contas da EDP. Quiçá para não maçar arraia-miúda que, bem anestesiada com futebol e “selfies”, paga e não bufa. Os “media” desdenham o importante. Não expõem o constante martelamento estatístico do governo socialista, cuja continuação está sujeita aos votos da “extrema-esquerda”. César dixit. Não bate a bota com a perdigota. Portugal tombou para o 22º lugar na UE e, em termos de rendimento económico, nunca se encontrou em pior posição. Ao mesmo tempo, ficámos a saber que a Lituânia, Eslováquia e Estónia ter-nos-ão ultrapassado no final de 2018. Também se calculou que o nosso rendimento médio será 78% da média europeia, um valor menor ao que tínhamos em 1999 que era de 84%. Acrescente-se que as dívidas do Estado aos fornecedores do SNS passaram os 1,5 mil milhões de euros, um novo recorde, e que as cativações, só nos primeiros quatro meses do ano, já passaram os 600 milhões de euros, outro record. Apesar da fartura de distracções circenses estamos em plena austeridade, noutro “annus horribilis”. Concluímos com uma verdade que não é do “Pravda”: Uma porção incrível de portugueses come todas as patranhas do governo como se fossem chocolates. Será por esse motivo que há tantos diabéticos no país?

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