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Cuidados a ter com os gatos

Cuidados a ter com os gatos

Por: Telma Gomes

Nesta ronda de adoções, trago-vos uma seleção de perguntas e respostas sobre gatos. É frequente ouvir-se: “vou adotar um gato porque não tenho tempo para cães e os gatos são mais independentes”, ou então: “não gosto de gatos, são traiçoeiros”. Será mesmo assim? Bem, um gato não é um cão pequeno. Não requer passeio todos os dias e, à partida, é mais independente que um cão. Ainda assim, sente a sua falta quando se ausenta, manifestada por alterações comportamentais e físicas, como urinárias. O que espera, quando adquire um gato? Um animal que possa mimar sempre e como quer, sem unhas? Talvez isso não seja um gato. É necessário respeitar o seu espaço, aceitando que nem sempre pode querer atenção. Também deve estar atento às suas necessidades: escová-lo, sobretudo nas mudanças de estação (se não quiser escovar o seu gato, não adquira um com pelo comprido!), limpar diariamente a caixa de areia e proporcionar-lhe momentos de carinho, brincadeira e diversão, como predador que é. Falando em predador, devo manter o gato dentro ou fora de casa? Como referi, os gatos são caçadores. Precisam de estímulos, e o acesso ao exterior permite-lhes manifestar o seu comportamento natural, o que não é isento de riscos: atropelamentos, lutas e doenças infeciosas. Pondere com o seu veterinário os prós e os
contras. Se decidir mantê-lo em casa, dê-lhe brincadeira, arranhadores, plataformas altas, de onde possam observar o plano inferior. Outra questão frequente prende-se com a gravidez, crianças e alergias. Toxoplasmose, pelos e unhas, as primeiras palavras em que se pensa. Pois bem, é mais provável contrair-se toxoplasmose pela ingestão de legumes mal lavados e carne mal passada, do que através do seu gato. As fezes devem ser retiradas da caixa de areia diariamente e com o uso de luvas. E as crianças? Devem ser ensinadas a manipular os animais, evitando situações desagradáveis. Quanto às alergias, é uma proteína presente na saliva do gato que desencadeia a reação alérgica, e não o pelo per se! O gato, ao lamber-se, deixa a saliva (e a proteína) no pelo, por isso, talvez um gato com mais pelo, por estar mais coberto de saliva, tenha maior potencial alergénico. Os gatos têm muito para dar, haja vontade de receber. Dos três que tenho em casa, nenhum é semelhante em termos comportamentais, sendo que o mais recente começou por ser uma verdadeira sombra. Sonora, para desespero da minha família. Ao pensar adotar um gato (ou qualquer outro animal, na verdade), esteja preparado para o facto de este ser dotado de um comportamento só seu, e não do comportamento que poderia esperar à partida. Muitas turrinhas e ronronadelas para si!

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