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Descobrir, explorar, mergulhar

Cada vez que passo pelo Moinho da Cova entristece-me ver aquele espaço entregue às urtigas. No sábado fui por curiosidade ver uma atividade criada pelo Projeto Rios. Este projeto é um núcleo da Associação de Defesa do Património de Torres Novas (ADPTN). É gratificante sa- ber que há pessoas que se preo- cupam com o nosso rio Almon- da. Naquela manhã as crianças calçaram galochas e foram água dentro procurar ”coisinhas” que fazem parte do rio. Vi em cada rostinho traquina uma alegria imensa de puderem participar. Os adultos mediram a quantidade de poluentes no interior do corpo do rio naquela zona. A água estava baça e mal se via o fundo em alguns sítios. Também havia lixo, que foi apanhado pelo grupo. Antes de me vir embora encontrei uma família que estendeu as toalhas entre as ervas. Aproximei-me deles e informei-os que a água estava imprópria para banhos. No campo em volta deste espa- ço, mais mãos enluvadas encheram os sacos de lixo. O calor começou a sufocar-me, despedi-me e fui embora. Ainda encontrei um forno comunitário abandonado, mas muito interessante. Hoje o inferno começou com um calor rude e cruel. Pergunto-me o que mais falta à Autarquia para descobrir a beleza natural que a cidade e o concelho tem, onde podíamos usufruir de não uma, mas de algumas praias fluviais e assim a população optava por ficar por cá. Se não se descobre nada temos de ir mergulhar para outras paragens. Vejam o exemplo do concelho de Vila do Rei que em cada pedacinho de água criaram uma praia fluvial. E nós por cá resta-nos tomar um banho de mangueira no nosso quintal.

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