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Dar voz às nossas raízes

Através das redes sociais soube que o Rancho Folclórico “Os Camponeses de Riachos” foi confraternizar e atuar para a comunidade portuguesa em Newark nos Estados Unidos da América. Que sortudos. Pois são. Mas trabalham para isso acontecer. Todos têm as suas famílias, os seus empregos e mesmo assim estão presentes nos ensaios semanais. E não pensem que é sempre fácil. Pois em noites chuvosas e friorentas provavelmente estariam melhor aconchegados no sofá. Mas vão. E o que lhes faz mover as pernas para andarem? É simplesmente a sua vontade de querer ir mais longe; o gosto para manterem as tradições dos seus antepassa
dos presentes neste mundo moderno. E quando estão em palco a dançar o fandango transmitem uma mensagem de desafio e valentia, do puro ribatejano. Ai o fandango que me faz emocionar a cada batida do sapato na madeira do palco. Ao escrever esta crónica recordo-me dos tempos que fiz parte dum grupo coral fora de Torres Novas. Recordo-me também de irmos à Polónia onde ficámos alojados em casa de algumas polacas todas chamadas Krystynas (Cristinas) por curiosidade. Para mim foi uma experiência grandiosa onde conheci pessoas fantásticas e muito divertidas. Fomos muito bem recebidos. Já não faço parte daquele coro, mas as amizades com as polacas mantém-se e isso é o mais importante. Por isso apelo a todos que puderem e quiserem que façam parte dum rancho folclórico, duma banda filarmónica, dum grupo coral ou de qualquer outro grupo. Os ensaios podem parecer uma chatice, é como filmar uma novela ou um filme: enganam-se e corta. Repetição. Mas depois vão adaptar-se e mostrar o que aprenderam. Para terminar, para o Rancho Folclórico “Os Camponeses de Riachos”, uma palavra de apreço e homenagem a quem faz parte deste grupo. É um orgulho saber que transportam as nossas raízes onde vão atuar. Bem hajam.

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