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Andamos a comer plástico e isso não é bom

Por: Fábio Carvalho

Andamos a comer plástico e não estou a falar daquela comida que dizemos ser de plástico. No passado dia 5 de junho assinalou-se o Dia Mundial do Ambiente. É sempre importante recordarmos porque é tão importante cuidarmos do nosso ambiente. O mundo tem-se esquecido que ao ignorarmos o nosso ambiente estamos também a dar cabo da nossa saúde. As más ações que temos para com o nosso ambiente também nos afetam. Ainda que passe despercebido poderá ter consequências mais graves no futuro das próximas gerações. Continuamos a não ter respeito pelo nosso ambiente, continuamos a não optar pelas energias renováveis, a poluir o nosso ar e a destruir a vida nos nossos oceanos. Sim nos nossos oceanos. Esta semana li uma notícia no Jornal Público que andamos a temperar comida com sal que tem microplásticos. Segundo este artigo revela, um estudo analisou 17 amostras de sal de mesa vendido em oito países (incluindo Portugal) e confirmou contaminação com microplásticos. Uma das três amostras portuguesas testadas atingiu o máximo observado com dez microplásticos por quilo de sal. O que nos vale é que a maioria estava contaminada mas com doses baixas, que dificilmente têm qualquer efeito imediato na saúde dos consumidores. O problema é que estas “microbombas” estarão em muitos outros produtos que vêm do mar (e não só). Um estudo da Universidade de Plymouth, na Inglaterra, mostrou que resíduos de plástico foram encontrados em um terço dos peixes capturados no Reino Unido, entre eles o bacalhau. Em 2016, a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar alertou para o crescente risco à saúde humana, dada a possibilidade de micropartículas de plástico estarem presentes nos tecidos dos peixes comercializados. Outro artigo e outro estudo dizia que o plástico acumulado no mar equivale a três Franças. Uma Baleia morreu na Tailândia depois de engolir mais de 80 sacos de plástico no mar, estima-se que ali pelo menos 300 animais marinhos, entre baleias, tartarugas e golfinhos, morram por ano. Calcula-se que 10 milhões de toneladas de plástico vão parar ao mar todos os anos. Já este ano a Comissão Europeia apresentou em Bruxelas, medidas para reduzir a poluição nos mares e oceanos e que incluem a proibição do uso de plástico em produtos como cotonetes, talheres, palhinhas e paus de balões, entre outros. Estes produtos representam 70% dos resíduos marítimos na União Europeia (UE). Há espécies de tubarões filtradores, arraias e baleias sob risco de extinção ou na lista de animais vulneráveis. Isto é destruir a vida dos nossos oceanos, é matar o ciclo natural da vida e a cadeia alimentar. Precisamos do mar e precisamos da vida que o mar tem. Já tomamos algumas atitudes para eliminar o plástico de vez das nossas vidas e evitar que ele chegue às nossas mesas. Mas é pouco e não chega, precisamos de mais, o mundo e a nossa saúde dependem disso.

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