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Mas temos o futebol

O ano escolar está a chegar ao fim. E não podemos dizer que as coisas vão pacíficas pelo reino da escola. Há uma intranquilidade que perturba o espaço de professores e de alunos. Aos professores foi retirada há muito a consideração que merecem e que é condição para a eficácia no ensino-aprendizagem. Desde há muito que os responsáveis políticos têm tratado os professores sem o devido respeito. Poderia referir muitos nomes que tão maltrataram a educação. E continuamos. No caso presente não sei quem tem razão, se o ministério se os professores. Mas sei que, a estes últimos, foram feitas promessas que agora, dizem, que não podem ser cumpridas. Então porque prometem, os responsáveis políticos, o que não podem cumprir? Por oportunismo? O que sabemos é que o clima que hoje reina nas escolas não favorece o trabalho dos que nela vivem. Mas o sistema de aprendizagem anda há décadas tão maltratado que parece não causar estranheza o mal presente, enredado na incompetência, na burocracia, na ideologia dos supremos sabichões que se vão apoderando do sistema educativo. Cada ministro que chega faz a “sua” reforma. E esta confusa alteração só traz desmotivação e intranquilidade. Agora chega ao fim o ano escolar e professores, alunos, encarregados de educação interrogam-se com apreensão sobre o futuro imediato. Ah! Mas temos aí o futebol que, na sua plenitude, enche as nossas vidas. São horas e horas de transmissão consumidas por futilidades e por tricas que tornam o trivial em coisa importantíssima. Dezenas de comentadores peroram serões e serões sobre o tema. Por estes dias o futebol impera para nossa consolação num mundo tão cheio de dissabores. Que viva o futebol!

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