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Nem sempre, nem nunca

A Feira da Época na nossa cidade terminou. Este ano o tema foi a Salvação do Corpo. Agora é tempo de fazer contas, contabilizar os visitantes, pagar a quem tem direito e também de pensar em melhorar algumas coisas que não estiveram tão bem este ano. Errar é humano com certeza. No entanto não se podem repetir os mesmos erros ano após ano. Como cronista que sou andei pela feira a fazer o meu trabalho de campo. E ao mesmo tempo aproveitei para viver este momento. Não estive presente todos os dias e nem durante a noite por isso falarei do que vi. Poderei também falar para começar duma situação um bocado exagerada dos elementos de segurança ao mandarem as pessoas saírem da feira à 1 hora da manhã. Diz quem esteve lá que foi mau, muito mau pois na Praça 5 de Outubro a essa mesma hora, os bares estavam cheios e ninguém se importou. Não
acho justo e a feira não dura uma semana, apenas 5 dias. Adiante. Tal como o ano de 2017 este ano a feira estendeu-se até ao Jardim das Rosas e aí pude verificar que alguns mercadores usavam material não existente na época medieval. Havia uma banca de venda de frutos cristalizados frente às Piscinas Municipais com folhas de prata para colocar os frutos; Também vi aviões e tambores para crianças fora da época. Admira-me como é que a fiscalização não viu estas coisas? Não entendo porque é que as farturas do Pina não estavam dentro do espaço da feira. Seria por causa da frigideira para as farturas? Vendo bem alguns crepes eram feitos em frigideiras de ferro. E as pipocas também ficaram de fora. Porquê se em feiras anteriores vi gomas à venda? É sempre bom inovar, mas desta vez não gostei de visitar o Ospitall dos leprosos. Não descurando o bom trabalho dos figurantes, houve menos interação com o público. A saída do local não foi a melhor escolha pois a descida era íngreme e pouco segura para os visitantes. Gostei do baile dos petizes. Dos grupos de música celta, das peças de teatro, mas senti falta do Tosta Mista e também de alguns vendedores que não vieram este ano. Espero que para o ano pensem nas pessoas com mobilidade reduzida e nos reformados por invalidez com mais de 60% e façam o devido desconto no preço dos bilhetes. É muito triste encontrar um invisual e ele dizer-me que não foi à feira porque perguntou se um cego tinha de comprar bilhete e a resposta foi que sim tinha. Não é por reduzirem o preço que a Autarquia fica com prejuízo. É apenas igualdade de direitos.

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