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Santo António amigo íntimo de Jesus

Santo António foi um grande admirador e discípulo de São Francisco de Assis. Os dois são provavelmente os santos que despertam na Igreja e na humanidade uma admiração mais alargada e uma influência mais profunda. Passados oitocentos anos, a voz e a vida destes dois franciscanos da primeira geração continua a ser escutada e seguida. Esta permanência mostra que eles concretizaram o Evangelho no que este tem de essencial e de belo; e, também, que o Evangelho tal como o viveram, corresponde aos anseios profundos das pessoas. Santo António parece um santo popular, próximo do povo simples pelos muitos milagres que lhe são atribuídos. São Francisco talvez seja mais admirado pelas classes cultas. Mas, naquele tempo, na vida histórica deles, António era provavelmente o irmão franciscano mais culto do convento, enquanto Francisco o mais próximo do povo simples. Foram contemporâneos, viveram ambos na mesma comunidade franciscana e nutriam um pelo outro grande admiração. António, cujo nome de batismo era Fernando, estudara em Coimbra, no Convento de Santa Cruz, onde aprofundou por dentro a Palavra de Deus transmitida pela Bíblia. Francisco realçava a vivência e os gestos evangélicos, o contacto com a natureza e os animais e menos o estudo. Mostrava até alguma desconfiança pelos intelectuais. Mas tinha grande respeito e apreço pelo irmão franciscano António, português, e chamava-lhe “o meu bispo”. Neste contexto, é significativo que São Francisco, o fundador e superior dos franciscanos, tenha confiado a Santo António a missão de ensinar, aos frades da primeira geração, as Sagradas Escrituras, com uma recomendação posta por escrito: “António ensina aos irmãos as Sagradas Escrituras mas leva-os também a rezar porque o saber sem oração torna as pessoas vaidosas”. Representamos Santo António com um livro na mão e, sentado no livro, O Menino Jesus. Esta forma de representar o Santo revela-nos as suas grandes paixões: as Sagradas Escrituras, e Jesus, o conteúdo destas. De que falam as Sagradas Escrituras? Falam principalmente de Jesus. Conhecer as Escrituras é conhecer Jesus; ignorar as Escrituras é ignorar a Jesus. Ao ouvi-lo pregar uma vez, o Papa de então, Gregório IX chamou-lhe a “Arca do Testamento”. Morreu em 1231 e foi canonizado por este Papa, em 1232. Foi um pregador sábio e zeloso e um fervoroso místico que rezava em grande intimidade com Deus. Afirmam algumas fontes históricas que, na oração, o Menino Jesus vinha dialogar com Santo António de forma visível. Realmente, nos seus escritos, fala da oração como de um diálogo íntimo com Deus, como uma relação de amor que conduz a conversar amorosamente com o Senhor, criando na alma uma alegria inefável. Pela riqueza da sua vida e ensinamentos, o venerável Papa Pio XII, em 1946, proclamou Santo António como “Doutor da Igreja”, atribuindo-lhe o título de “Doutor Evangélico”. Nele encontramos, portanto, um Mestre insigne e atual.

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