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Não deixa de ser uma boa notícia

Por: Fábio Carvalho

No passado dia 19 de maio, assinalou-se o Dia Nacional da Luta contra a Obesidade. Este dia tem como objetivo sensibilizar a população para o problema da obesidade e das doenças associadas, assim como das implicações da obesidade na saúde humana. A data pretende ainda promover a prática de exercício físico, de forma a prevenir o aumento da obesidade, em especial a infantil e juvenil, assim como, incentivar a adoção de hábitos alimentares saudáveis. A obesidade é considerada pela Organização Mundial de Saúde como a “epidemia do século XXI”. É uma doença crónica de armazenamento excessivo de gordura corporal. Encarada como um dos maiores problemas de saúde pública mundial, a obesidade é a segunda causa de morte passível de prevenção, logo a seguir ao tabagismo. Em Portugal, a obesidade foi reconhecida oficialmente como doença crónica a 25 de março de 2004. Foi também neste ano de 2004 que se celebrou pela primeira vez esta data. Mais de metade da população portuguesa tem excesso de peso e desta metade 14% são casos de obesidade. Ainda assim surgem notícias animadoras. Segundo a Agência Lusa, um estudo do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge divulgado recentemente revelou que as prevalências de excesso de peso e obesidade infantil diminuíram entre 2008 e 2016, ano em que 11,7% das crianças eram obesas e 30,7% tinham peso a mais. Este estudo, que envolveu 6745 crianças de 230 escolas do 1.º Ciclo de todo o país, a obesidade infantil foi mais prevalecente nas crianças com oito anos (13,9%). Por curiosidade é na região Norte do país que o número é mais elevado (33,9%), na Madeira (31,6%) e nos Açores (31%). O Algarve foi a região com menor prevalência de obesidade infantil (21,1%). Segundo o estudo, os meninos tinham uma maior prevalência de obesidade (12,6%) do que as meninas (10,9%), enquanto as raparigas tinham uma maior prevalência de excesso de peso (31,6%), contra 29,8% dos rapazes.
Relativamente ao baixo peso, a percentagem é igual nas meninas e nos meninos: 0,9%. Analisando os hábitos alimentares das crianças, o estudo verificou que as crianças consomem diariamente fruta (63,3%), sopa (56,6%), legumes (37,7%), carne (17,3%) e peixe (9,8%). Embora seja um bom indicador, a maioria (88,7%) das crianças consome até três vezes por semana pizas, batatas fritas, hambúrgueres, enchidos, 86,8% comem rebuçados, gomas ou chocolate, 83,3% batatas fritas de pacote, folhados e pipocas, 75,1% biscoitos, bolachas doces, bolos e donuts e 65,3% refrigerantes açucarados. Estima-se que cerca de 1,9 milhões de portugueses sofriam em 2015 de obesidade, uma doença mais prevalecente nas mulheres, nos idosos e nas pessoas com menos escolaridade e sem atividade profissional, segundo o Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico (INSEF). Perder peso, levar uma vida menos sedentária é meio caminho andado para evitar outros problemas de saúde. As pessoas que têm diabetes, aumento do colesterol e do ácido úrico, problemas cardíacos, respiratórios, como a asma, apneia de sono, muitas vezes basta perderem peso para que todas estas doenças melhorem ou desapareçam. Acredito que para quem sofra de obesidade não seja fácil, que esta luta não seja fácil, aliás não posso sequer imaginar, mas eu ainda acredito que com força e vontade, tudo se consegue.
Não

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