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16 de maio – Dia do EuroMelanoma

Por: Elsa Lopes

Comemora-se em Portugal a 16 de maio, o Dia do Euromelanoma, uma iniciativa levada a cabo por um conjunto de profissionais de saúde ao nível da Europa, com a finalidade de promover a consciencialização e rastreio de casos de Melanoma maligno cutâneo. Por cá, neste maravilhoso país à beira mar plantado, tenho a sensação de que o Melanoma é uma doença subestimada, talvez por desconhecimento.
O Melanoma maligno cutâneo é a forma mais perigosa de cancro de pele, e haveria tanto por dizer a seu respeito, mas há que “atalhar”. Passarei então a focar três aspetos fundamentais: Identificação, tratamento e prevenção. Identificação Calcula-se que 30% dos melanomas surjam em lesão pigmentada prévia. No entanto, nem todos os sinais na pele denominados em medicina por nevos, carecem de receio. Existem aqueles de estimação e por isso, são de ficar. Os sinais que podem despertar a preocupação do doente são aqueles que reúnem uma ou mais
das seguintes características: (Regra do ABCDE) A de Assimétrico – Sinal que não seja circular; B de Bordo – Sinal que apresente uma bordadura irregular; C de Cor – Sinal com coloração heterogénea ou extremamente escura; D de Diâmetro – Sinal com diâmetro superior a 5mm; E de Evolução – Sinal com evolução morfológica brusca ou alteração recente. Reunidas uma ou mais destas condições, pode haver um diagnóstico de Melanoma Maligno Cutâneo. Tratamento Quando detetada uma ou mais das características anteriormente referidas, o médico dermatologista removerá cirurgicamente o tecido do sinal que será depois submetido a análise, e só depois o resultado dirá se existem ou não alterações no nevo. Quando o melanoma é diagnosticado num estado inicial, a remoção dos tecidos é seguramente eficaz no tratamento. No entanto, este tipo de cancro pode evoluir de forma rápida pelo que é muito importante o seu diagnóstico prévio. Prevenção São fatores de risco para o Melanoma: – Exposição solar indevida A prevenção do Melanoma assenta em evitar ao máximo a exposição solar indevida, pois esta deixa marcas na “memória” da pele que mais tarde se poderão manifestar em desagradáveis surpresas. Pessoas com cabelos e olhos claros, sardas, pele clara e muitos sinais, devem ter mais cautela e adotar medidas de proteção rigorosa, reduzindo a quantidade de radiação UV que atinge a sua pele, usando fotoprotetores solares, vestuário de proteção UV e evitando exposição solar entre as 11h e as 16h. – A história familiar de melanoma favorece igualmente a probabilidade de sofrer desta doença. Posto isto, deixo em tom de conclusão o apelo a uma consulta regular ao dermatologista para vigiar aquela pinta “familiar” que lhe parece diferente. O melanoma é um tipo de cancro que pode ser tratado se diagnosticado precocemente, a prevenção e o autoexame são fundamentais.

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