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A Feira que aí vem e a proposta de regresso a uma leitura

A Feira ou a festa. Será sempre um tempo de reencontro da comunidade, ocasião de contacto com a cidade para centenas de forasteiros. Esta Feira, que se repete, permite cruzar o profano com o sagrado, o passado com o futuro e, assim, ser um tempo rico de vivências em que o ritual congrega e enriquece a vida de símbolos. Passados anos os mais novos lembrar-se-ão das figuras históricas, dos cortejos, dos antigos trajes, destas ruas animadas por tantas vozes. Figuras e figurões. E a feira tem sido, também, ocasião de recuperação do passado, reconstituição da memória. Este ano evocamos a notável personagem de Mestre António, físiquo, solorgiam de El-Rei e também escritor. Nascido em Torres Novas onde jaz sepultado e tem nome de rua. Justo reconhecimento. E também por justo reconhecimento e encontro com boa literatura, seria oportuno voltarmos a uma obra que a crítica louvou, as instituições premiaram e que faz deste Mestre António uma das suas personagens, “A Lenda de Martim Regos”. Pedro Canais, ele também torrejano, oferece-nos um dos romances mais notáveis destas primeiras décadas do século XXI que, tendo como espaço o mundo, em muitos momentos transporta-nos para a cidade almondina: «Minha pátria é Torres Novas) p.310. O prazer, a alegria, de viver a próxima Feira, poderá levar-nos ao prazer da leitura, neste caso, onde a narrativa constrói a beleza e a história nos aproxima de quem somos. Mestre António estará na Feira e está já, como personagem, no romance de Pedro Canais. Será interessante encontrar o físico d´El-Rei na história, na reconstituição da Feira e na leitura de “A Lenda de Martim Regos”.

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