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Câmara aprova Contas de Gerência de 2008 com chumbo da CDU

 

Na reunião extraordinária pública de quinta-feira, dia 16, a Câmara aprovou apenas com os votos favoráveis do PS as Contas de Gerência relativas a 2008.

 

António Rodrigues, o Presidente da Câmara, e como o faz há uns anos a esta parte, começou por declarar logo na abertura dos trabalhos, «Não há volta a dar aos números», para logo depois realçar «Se no ano passado dissemos que fora o melhor de sempre este ano, apesar de tudo e tendo em conta o enquadramento, são contas que nos deixam ficar bem». Depois começou a justificar a sua afirmação inicial enumerando os aspectos positivos do relatório, «A dimensão do passivo foi reduzida pela primeira vez e aumentou-se o activo». Os resultados líquidos, disse ainda o Presidente, saldaram-se por um resultado positivo de 2.676.474 euros. A isso se deve «o aumento da execução da receita» e a redução do endividamento líquido, na ordem dos 39%, ao que se lhe junta a redução do endividamento em 1,1%. Ainda assim, disse o edil de Torres Novas, «há rubricas que não foram tão bem» e que podem ser melhoradas no futuro. Ao mesmo tempo, «desenvolveu-se, durante o ano de 2008, a actividade do município torrejano, tentando aproveitar o que ainda seria possível, ao nível de apoios do antigo quadro comunitário, mais concretamente o QCA III, e lançaram-se as bases de investimento de obra para o arranque no terreno de obras apoiadas pelo QREN». Por fim o Presidente destacou a redução do endividamento, em 88% em dois anos, quando o Governo dava um prazo de dez anos para o fazer, levando-o a acreditar, «que em três anos iremos conseguir fazer o que é exigido».

 

«Um exagero de alterações ao orçamento»

 

Carlos Tomé, o Vereador da CDU, queixou-se de não ter tido os documentos atempadamente para que tivesse tempo de os analisar, para logo depois passar a analisar o documento, começando por declarar que «os orçamentos de cada ano estão cheios de erros de princípio e repletos de meras promessas de obras e iniciativas que nunca são nem podem ser concretizadas porque são irrealistas» e que «foram realizadas durante o ano transacto 52 modificações no orçamento, sendo 49 alterações e 3 revisões. Trata-se de facto de um número de modificações absolutamente exagerado que se traduz numa média de 1 alteração por semana ou de 2 alterações em cada reunião de Câmara» o que no seu entender «não é admissível e demonstra a evidente falta de rigor do Orçamento».

 

Luís Miguel Lopes

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