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Estratégia integrada para a promoção da alimentação saudável

Por: Carlos Fidalgo

Em Portugal estima-se que o impacto dos estilos de vida pouco saudáveis, que incluem o baixo consumo de fruta e hortícolas, o consumo elevado de sal e açúcar e o défice de atividade física, seja muito significativo nos níveis de produtividade e bem-estar da população, para além da significativa associação com a carga de doença, especialmente nos últimos anos de vida. Verifica-se ainda uma significativa disponibilidade de alimentos com quantidades elevadas de açúcar, sal adicionado e gorduras. A evidência científica demonstra que o elevado consumo de açúcar está relacionado com a prevalência de doenças crónicas como a obesidade e a diabetes, estando por seu lado o consumo excessivo de sal associado à hipertensão arterial e à doença cerebro-vascular. Os estudos científicos demonstram também que a prevalência destas doenças é muito elevada na população portuguesa, sendo que cerca de 1 em cada 4 portugueses possui hipertensão arterial e 1 em cada 10, diabetes. Dando cumprimento às recomendações da Organização Mundial de Saúde e da Comissão Europeia, o Governo deu início à implementação de um
conjunto de medidas para a prevenção da doença, e em particular para a promoção de hábitos alimentares saudáveis. Na sequência de diversas medidas que têm vindo a ser desenvolvidas, há já algum tempo, pelo Ministério da Saúde junto de diversos parceiros, foi definida uma estratégia integrada que envolve este Ministério e os restantes ministérios, com o objetivo de obter uma redução significativa e sustentável do consumo excessivo de açúcar, sal e gorduras, e promover a disponibilidade dos alimentos enquadrados num padrão alimentar saudável. Assim, foi publicada no dia 29 de dezembro de 2017, em Diário da República, a Estratégia Integrada para a Promoção da Alimentação Saudável (EIPAS). Esta estratégia é composta por 4 eixos: Eixo 1: Modificar o meio ambiente onde as pessoas escolhem e compram alimentos através da modificação da disponibilidade de alimentos em certos espaços físicos e promoção da reformulação de determinadas categorias de alimentos. Eixo 2: Melhorar a qualidade e acessibilidade da informação disponível ao consumidor, de modo a informar.
Eixo 3: Promover e desenvolver a literacia e autonomia. Eixo 4: Promover a inovação e o empreendedorismo. Embora estas medidas pequem por tardias, entendo que devemos começar por algum aldo, mas reconheço que muita coisa ainda está por fazer, e irá requerer por parte de todos os intervenientes (entidades oficiais, fabricantes, distribuição, etc.) uma grande capacidade de adaptação, de modo a conseguirmos, num futuro bem próximo (2020), uma alimentação mais saudável. Certamente voltarei a falar-vos desta estratégia.

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