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Pensamentos, atos e omissões

Quando se ouvem os sinos a batucarem melancolicamente é sinal que alguém perdeu a vida. Não gostamos de ouvir estes sinais de mau agoiro semelhantes ao pio dos corvos ao fim do dia. Pensamentos ardem no nosso cérebro por não termos respos- tas para as nossas perguntas atiradas da boca para fora. Recorremos às redes sociais que já mostram o rosto daquela criança que não merecia sofrer nas mãos de gente negligente; da mulher lutadora que sucumbiu à doença; do homem que fez parte da história duma cidade. Revoltados, abismados e tristes perante o desalento que é perder alguém tão próximo de nós. E durante a vida será que os nossos atos serão os mais corretos? Por que motivo existe a separação venenosa desta sociedade? Por que razão não estreitamos os laços de sangue? Será que é bom vivermos isolados na nossa caixa de Pandora? Será que somos um esqueleto repleto de carne que anda por cá até que chegue aquela hora sem hora marcada? Será que algum de nós tem coragem para dar o primeiro passo? É complicado quando o orgulho omite com brutalidade a es- perança da união entre as pessoas. E com essas atitudes vem o silêncio carregado de emproados olhares e sorrisos vazios. Sente-se na pele, dói. O caminho está ali, seguimos aos tropeções e anos mais tarde as nossas pegadas apagam-se na memória dos que cá ficam.

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