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Et voilà

Nos tempos que correm apenas poucas pessoas, eu diria mesmo, muito poucas conseguem “viver” sem um telemóvel. E quem diz um, diz dois ou três. Teremos assim tanta necessidade de estar permanentemente contactáveis? 24 sobre 24 horas? Uns sim, outros nem por isso. Esperem… eu disse telemóvel? Estou mesmo a ficar “démodé”. Smartphone. Assim é que é. Sim, porque hoje em dia um telemóvel já não é um telemóvel mas sim um mini computador. Também serve para fazer e atender chamadas mas a sua principal utilização prende-se com a navegação nas redes sociais – tais como Facebook, Instagram, Twitter, LinkedIn entre outras, chats de conversas, aceder aos e-mails a toda a hora e instante, agenda pessoal e profissional, relógio, ouvir música e entre muitas outras funções até máquina fotográfica. Um mundo dentro de um pequeno aparelho. Eu até diria o nosso mundo. E é praticamente uma desgraça, diria mesmo o Apocalipse, quando por descuido, o dito cujo porque estava no bolso de trás das calças de ganga vai parar dentro da sanita… ou em vez de ser colocado no bolso do casaco vai direitinho ao chão que por sinal é de calçada à portuguesa daqueles paralelepípedos maiores cheinhos de bicos… uiiiii e o pânico maior, se somos assaltados. A nossa vida toda nas mãos de um estranho… os códigos secretos de bloqueio e códigos pin, de nada valem pois para esses senhores larápios nada é impeditivo. A malta já não se encontra no café para conversar e beber uns “Sumóis”… hoje em dia, está cada um trancado no seu quarto a teclar (ou seja – a escreverem a uma velocidade assustadora mensagens uns para os outros e chamam a isto CONVERSAR). As gargalhadas viraram Kkkkkkk, qual filme de cinema mudo. Mas não tarda nada que se fartem desta pasmaceira e voltem a jogar à bola no meio da rua e dar gargalhadas daquelas bem sonoras. Ah, por falar nisso. Ontem fui ao sótão lá de casa para ver se havia alguma goteira e vi o meu Lima-limão … a versão mais baratucha da famosa Bota Botilde. Que saudades… Saudades só porque TUDO ISTO EXISTE, TUDO ISTO É TRISTE (mas é a tecnologia), TUDO ISTO são COISAS e CENAS & CENAS e COISAS.

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