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Muita música para os nossos ouvidos e para a nossa saúde

Por: Fábio Carvalho

Ouvimos música em todo o lado, em casa, no carro, no trabalho, num café, num bar. Ouvimos música quando estamos bem-dispostos, ou quando nos sentimos mais em baixo. Está presente em tudo o que fazemos e que nos rodeia. A música é uma companhia e saibam que faz muito bem para a nossa saúde. São vários os benefícios que nos dá a música, para o corpo e para a alma. A música ativa o centro de prazer do cérebro, assim como, o sexo e o chocolate, por exemplo. Ela liberta dopamina e causa uma sensação de bem-estar, por isso, tem sido usada por médicos, terapeutas e fisioterapeutas para o tratamento de diversos problemas – e tem trazido ótimos resultados. No que toca ao corpo, a música é um estímulo importante para quem faz desporto, porque disfarça a sensação de fadiga, dor e cansaço e, no seu lugar, traz um sentimento de alegria e motivação, deixando a pessoa mais confortável. Induz ao movimento porque quando dançamos ao seu ritmo estamos a praticar uma atividade física. A música melhora a nossa comunicação, e ameniza a nossa dor. Quando cantamos, mudamos o foco e atenção ao problema. Ajuda a combater o stress, relaxa e fortalece a nossa memória. Alivia os sintomas de depressão e melhora o nosso humor. Ajudar a adormecer e a acordar com melhor disposição. Sons mais graves e lentos, por exemplo, ajudam a pessoa a desligar-se das suas preocupações, facilitando o sono e combatendo a insónia. Por outro lado, sons animados, energéticos e acelerados são bons durante a manhã para despertar e ajudar a acordar. Ajuda a emagrecer. Um estudo descobriu que músicas e luzes leves no ambiente das refeições pode ajudar as pessoas a desacelerarem enquanto comem e auxiliá-las a comer menos. Estudos revelam também que a música ajuda a sermos mais produtivos no trabalho e melhorar a nossa concentração. A música é hoje muito usada e explorada por médicos e cientistas. Músicas de Mozart ou de Bach podem ajudar a amenizar a epilepsia. É o que sugere um estudo apresentado na 123ª Convenção Anual da Associação Psicológica Americana, no Canadá. O estudo mostrou que o cérebro de pessoas com a enfermidade neural fica mais ativo ao “ouvir” música clássica do que o de não epiléticos. Este efeito protetivo ainda não foi totalmente apurado, mas os cientistas acreditam que a descoberta pode ajudar a evitar principalmente as crises convulsivas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu há 15 anos, a musicoterapia como uma atividade importante em centros de saúde, com indicação para aplicação em diversas especialidades. A Musicoterapia é utilizada para ajudar na recuperação de doentes, utilizando instrumentos musicais ou elementos como o ritmo, a melodia, ou harmonia. O musicoterapeuta é procurado para gestão da dor, reabilitação da motricidade, cuidados paliativos e apoio emocional. Por isso a musicoterapia é utilizada na recuperação de doentes que sofreram um AVC, lidam com o problema da demência, em crianças com autismo ou em adultos portadores de deficiência. Tem ainda um efeito muito positivo nos bebés. Pediatras, neurologistas, psicólogos e investigadores diversos defendem que a música contribui para o desenvolvimento da criança, a diferentes níveis. É no ventre materno que a criança começa a captar e a assimilar as vozes e as conversas no exterior. Nos primeiros tempos de vida, já retém e imita sons, aprendendo a coordenar os movimentos com a respiração. Com a música, as crianças são estimuladas a escutar e a vocalizar sons, mas também se desenvolvem em termos motores, no sentido de uma melhor consciência corporal e rítmica. “A música é capaz de reproduzir, em sua forma real, a dor que dilacera a alma e o sorriso que inebria”, disse uma vez Beethoven. E tem toda a razão. Por isto e tudo mais ouça muita música, para a nossos ouvidos e para a nossa saúde.
Conhecida

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