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Estamos cercados

Vamos nós por aí fora procurando levar o melhor possível esta vida, aguentarmo-nos nas curvas e, de supetão, sem que saibamos de onde vem a pedrada, pimba! – levamos com o cacete em cima. Aconteceu-me, faz hoje oito dias, na passada sexta-feira. Recebo no telemóvel com curto intervalo duas mensagens. Na primeira lia-se: «Subscrição do serviço (…) concluída. Preço 3.49 Euros /semana. Para aceder ou cancelar…» (seguia-se endereço e número de telefone). Na segunda registava-se: «Subscrição do serviço (…) concluída. Preço 2.99 Euros /semana. Para aceder ou cancelar…» (seguia-se endereço e número de telefone). Então, aparece este cidadão em duas mensagens do seu telemóvel como subscritor de dois serviços que não encomendou e nem sequer sabia de que serviços se tratava. E como me era dada a alternativa de aceder ou cancelar, eu como não acedi concluía que não tinha que cancelar. Mas concluía mal. Conhecendo o mundo em que nos movimentamos, à cautela, dirigi-me a uma loja de telecomunicações pertencendo à empresa a que pago, por débito directo, a conta do telemóvel. E ali me foi dito que eu teria de cancelar senão acedia. E, com alguma demora, lá foi anulada a subscrição que nunca fizera. Suponho que a legislação permite esta agressão. Onde está o legislador? Quem defende o cidadão? Repare o leitor: Fazem-me subscritor de dois produtos, que até nem sei de que natureza são, fixam-me o preço e o modo de pagamento, perco uma tarde para anular a compra que nunca fiz. É como se me viessem pôr a casa um frigorífico que não pedi e me impusessem o preço desse frigorífico. Enfim, este é o mundo em que estamos e estamos cercados…

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