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O novo consumidor português e as tendências na alimentação em 2018

Por: Carlos Fidalgo

Esta semana trago-vos um tema que considero importante, no âmbito do consumo alimentar, pois é revelador das alterações a que a nossa sociedade está a assistir. As evoluções a que temos assistido nos últimos tempos, no contexto social, económico e tecnológico, têm tido um elevado impacto nos hábitos de consumo. Atualmente existe uma maior preocupação com a gestão dos orçamentos familiares, com a saúde, a origem e a sustentabilidade dos alimentos. Vários são os fatores que têm contribuído para estas alterações: a estagnação do crescimento económico; o conceito de família portuguesa; a massificação do uso dos equipamentos digitais; ou os motores busca das redes sociais. Em resultado deste cenário, e de modo a responder à questão «Quem é o novo consumidor português?», a consultora Deloitte analisou as tendências de consumo alimentar em Portugal. O estudo identificou 5 tendências que estão a alterar os padrões de consumo dos portugueses e, em consequência, a atenção dos operadores da indústria alimentar. São elas: – Smart shopping: Esta tendência traduz o consumo menos impulsivo e mais ponderado. Os consumidores estão mais sensíveis ao preço, e adotam práticas de consumo mais conscientes, responsáveis e sustentáveis. O planeamento, a escolha racional e o esforço por reduzir a compra por impulso, evidenciam-se no peso crescente das vendas em promoção. – Saúde e bem-estar: A consciência da importância dos hábitos de vida saudáveis, por parte dos consumidores, tem levado à adoção de rotinas que conduzem a uma melhor qualidade de vida. Tendem a evitar alimentos de menor valor nutricional e apostam em alimentos biológicos ou funcionais. – Confiança: Os consumidores têm cada vez mais atenção ao impacto dos produtos consumidos e a conduta das empresas que os produzem, e distribuem. A transparência torna-se pois um fator importante – transparência na origem e composição dos produtos, e facilidade de interpretação das rotulagens. – Conveniência: Esta tendência corresponde à procura de formatos pequenos, flexíveis e transportáveis, como por exemplo snacks, produtos de preparação rápida, alimentos congelados, etc. – Experiência: Cada vez mais, são valorizados os elementos de interação e experiência transmitidos ao longo da ida às compras – imagem do ponto de venda, o serviço de atendimento, utilização inovadora de canais de comunicação, criação de novos momentos de interação com as marcas e a personalização do contacto ao longo de toda a jornada. – Resposta da indústria: De modo a dar resposta às tendências, a indústria/distribuição vêm-se obrigados a acompanhar estas tendências. Assim, a indústria/distribuição vai orientando e adaptando as suas estratégias de modo a ir ao encontro dos desejos e expetativas dos consumidores. As tendências referidas, vão de encontro ao que aconteceu por toda a Europa, situação que é confirmada por outros estudos que se têm realizado.

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