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COISAS e CENAS & CENAS e COISAS

“É carnaval ninguém leva a mal”

Por: Teresa Tapadas

Altura mais do que certa para colocar o dedo na ferida e abordar este assunto. Oh pá… já sabem que não sou de queixumes, mas que mania as gentes lusas têm de importar tudo e mais um par de botas, sem se importar nem valorizar o que é nosso e em especial de cariz TRADICIONAL e neste caso concreto, ponho o dedo na ferida e falo-vos do Carnaval/Entrudo. Com tantos e tão variados de norte a sul e de este a oeste, que sentido há, em que a maioria dos corsos sejam compostos por enormes escolas de samba. Brrrrr… Céus, só de pensar nas “piquenas” e nos “piquenos” todos descascados a sambar pela avenida fora com esta frieza… é que por terras de Vera Cruz estão 40°C mas aqui deste lado do oceano quanto muito (e já a ser boazinha) estão 15ºC. Outro assunto que me arrelia o espírito, confesso que é este novo acordo ortográfico. Uma pessoa escreve pára e aparece para, vá lá, vá lá, que imperou o bom senso e como todos os falantes pronunciam o c de facto, pelo que se deve escrevê-lo e de repente não se transforma num fato e até o meu rico espectador mais atento não passou a ser espetador, já o ceptro não teve a mesma sorte e virou cetro em todo o espaço da língua portuguesa. Para outras palavras existe a dupla grafia como é o caso de sector/ setor. Bem sei que as línguas designadas como não mortas naturalmente evoluem e com a evolução sofrem alterações mas alto lá que ainda não chegámos ao Brasil. Beijinhos, beijinhos e de facto TUDO ISTO EXISTE, TUDO ISTO É TRISTE (e a Vida são 2 dias e o carnaval são 3), TUDO ISTO são COISAS e CENAS & CENAS e COISAS.

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