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Dias de folia e de azia

O povo costuma dizer que a vida são dois dias e o Carnaval são três. Isso mesmo. Falemos desta época louca em que o folião sai à rua, salta, rebola a anca, coloca uma peruca, besunta os lábios de vermelho vivo, veste um vestido justo e mostra o pernil cheio de pelos e nervuras. Os assistentes assobiam, riem, aplaudem. Outros vêm em cima de carros alegóricos fantasiados de figuras conhecidas do burgo na- cional. O Carnaval é a sátira da revolta acumulada ao longo do ano. Naqueles momentos, tudo é aceite. Deixam que a adrenalina lhes esvazie a alma dos maus espíritos e entram ao ritmo do som da bateria ou das bandas filarmónicas. Um pouco por todo o país, os desfiles carnavalescos percorrem as ruas de cada aldeia, vila ou cidade. Por cá há muitos anos que não se comemora o Carnaval num todo. Não entendo porquê. Gostaria muito de voltar a ver a nossa avenida cheia de alegria e de mascarados a desfilar. Seria tão bom. E já agora também não entendo porque é que o cemitério, o canil intermunicipal, os mercados e as piscinas municipais estiveram a funcionar se houve tolerância de ponto no dia 13 (terça-feira de Carnaval)?
Outro ponto que observei foi haver mercado, mas não haver o TUT? “ Esqueceram-se” os senhores doutores da Rodoviária do Tejo que há pessoas que utilizam este meio de transporte diariamente e que assim ficaram impossibilitados de virem fazer as compras à praça e às piscinas para terem as suas aulas de hidroterapia por
exemplo? Que falta de sensibilidade e atenção meus senhores. São estas azias e outras que me levam a dizer que lá por ser Carnaval não quer dizer que não se leve a mal certas atitudes a quem por direito.

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