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África ficou mais pobre

Esmond Martin morreu assassinado aos 75 anos na sua casa em Nairobi. Não foi a única personalidade, abatida em pouco tempo. Igualmente Wayne Lotter foi assassinado também em África. E porquê? Porque o dinheiro assim o determinou e a grande causa é o fabuloso negócio do comércio do marfim, onde os elefantes e os rinocerontes são as grandes vítimas. Até há pouco tempo isto era um comércio de milhões, na China e não só. Neste campo todos os meios justificam os fins, e os dois protetores da natureza, pagaram com a vida por terem divulgado os sérios relatórios sobre este assunto, tendo mesmo obrigado o governo de Pequim, a ter de ilegalizar todo o comércio do marfim e presas de rinoceronte. Martin – geógrafo de profissão – era um extraordinário defensor do ambiente e da natureza. A mesma personalidade sabia e bem, qual a enorme quantidade de marfim e de presas de rinoceronte que andavam em circulação. Para ficarem com uma ideia desta selvajaria, basta afirmar, de acordo com o Washington Post, que há cerca de 100 anos existiriam cerca de 5 milhões de elefantes em África. Hoje existem apenas cerca de 400 mil. Quanto aos rinocerontes apenas vivem no continente africano, pouco mais de 30 mil animais. Esta é uma realidade onde os humanos, sacrificam estes animais, tendo como finalidade o lucro fácil, praticado por assassinos pagos por pouco ou nada, enquanto outros ganham milhões, de forma fácil e criminosa. A vida dos animais e o próprio ambiente há muito entraram em desequilíbrio, sem que se vislumbre o seu término a curto prazo. Entretanto África e o Planeta vai ficando mais pobre.

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