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Sensibilidade dos jovens à fé

Envolvimento dos jovens na fé cristã. Em continuação do último artigo sobre o afastamento dos jovens em relação à fé, parece-me oportuno referir também a face contrária, ou seja, o regresso e o envolvimento de bastantes jovens na vida cristã. De facto, temos muitas pessoas desta idade empenhadas nas atividades das comunidades cristãs (catequese, liturgia, ação social e cultural); encontramos bastantes jovens integrados em Movimentos Eclesiais; aumenta o número dos que peregrinam a Taizé e aí descobrem a vida espiritual e a oração; a “Missão País” envolve cada vez mais jovens e desperta-os para uma fé esclarecida e missionária; há também muitos dedicados a experiências de voluntariado; a preparação mais cuidada do Crisma é outra área que tem consolidado a li
gação deles à fé. Num contexto em que várias instituições políticas e culturais se queixam da falta de jovens, temos ainda um número significativo na Igreja. Não aparecem espontaneamente. É necessário procurá- -los, chamá-los e oferecer-lhes experiências adequadas à sua sensibilidade. Nesse sentido, indico algumas dimensões da fé a que os jovens são mais sensíveis. Espiritualidade e silêncio. Nu- ma cultura materialista e agnóstica, os jovens apreciam e procuram experiências de espiritualidade. A memória de Deus continua no íntimo deles como apelo à transcendência e à procura de comunicação com Ele. “Onde moras” é uma questão que reside no coração de todos. Em Deus os jovens procuram a luz, o júbilo interior, a bondade, a justiça. Não têm paciência para grandes pregações, sobretudo quando abstratas e compridas. Mas participam com gosto e interesse em retiros, vigílias e outros encontros de oração, onde haja ambiente de meditação, de silêncio orante. Mostram- -se igualmente disponíveis para atividades de solidariedade em favor dos mais desvalidos. Cuidemos, portanto, de lhes proporcionar momentos de oração e reflexão com menos palavras e mais silêncio, com canto e oração participada e partilhada. Se os acompanharmos em exercícios de leitura orante da Sagrada Escritura, meditada e partilhada em grupo (lectio divina)), experimentam também neste exercício um momento gratificante de encontro com o mistério de Deus que vem ao nosso encontro para falar à nossa vida. Sensibilidade dos jovens à fé Propor caminhos novos. Os jovens procuram um futuro melhor, desejam melhorar o mundo e fazer caminho para progredir no discernimento da verdade e dos verdadeiros valores, no meio de tantas ambiguidades que os rodeiam. Aceitam a memória como referência para o futuro, mas gostam e precisam sobretudo de olhar em frente com confiança e responsabilidade. Essa é também a proposta da mensagem de Jesus, uma boa-nova sempre atual. Evitemos, portanto, a tentação de lhes apresentar a fé como um conjunto de regras e preceitos. Importante é apresentar-lhes Jesus como Aquele que nos põe a caminho, um caminho sempre novo e cheio de surpresas. Nestas bases podemos criar muitas iniciativas que despertem interesse e enriqueçam os jovens.

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