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O milionário comércio das armas

Tenho seguido tudo, ou quase tudo, o que diz respeito a armas roubadas, não só em Portugal, mas em todo o Globo, com especial relevância para países como os Estados Unidos, Canadá, Grã Bretanha entre outros. Mais, até no “ebay” se podem comprar armas, por mais inacreditável que pareça. Não me questionem como. O comércio de armas é hoje um negócio de milhões. Um estudo recente a que o diário “The Guardian”, teve acesso, efetuado pelas Universidades de Harvard e Northeastern, mostra que o número de armas furtadas, dos mais diversos modelos, ronda entre as 300 e as 600 mil unidades, na América. É de facto assustador. Assim sendo, nenhum de nós está em segurança. Como exemplo a milícia Libanesa Hezbollah, já fez desfilar em público, os modernos tanques M113 de transporte de pessoal, fabricados na América do Norte. Ainda nos aterroriza saber – ou melhor não saber – como é que Kalashnikovs, pistolas Tokarev, foram algumas das armas, utilizadas pelos radicais Islâmicos, nos terríveis atentados em França. Mais. Também em agosto de 2015, a polícia espanhola conseguiu apreender cerca de 800 armas ilegais, no porto de Algeciras, que teriam como destino o continente americano. O pacífico Canadá, que também produz armas de guerra, na última década foi roubado em mais de 10 milhões de dólares de letal equipamento militar. E agora o que fazer? Penso que muito pouco ou nada, dado que o poder do lóbi de armamento é deveras complicado e quase incontrolável. Termino este artigo apenas afirmando que a Guerra, é também um negócio chorudo, liderado apenas por poucos. Que futuro? Não sei. Mas que muitas armas não estão em boas mãos, lá isso é uma amarga constatação.

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