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Não bastam palavras

Louvor aos órgãos de comunicação que tantas notícias têm publicado, sobre os recentes casos de poluição ocorridos aqui bem perto de nós; louvor ao jornal O Almonda que tem tomado posição sobre os crimes ambientais cometidos na nossa região. E não se diga que são vozes que, em vão, clamam no deserto. São vozes que incomodam porque denunciam o que alguns desejariam que ficasse oculto. Beliscam-se interesses criminosos, belisca-se a pacatez acomodada dos políticos, agita-se uma opinião pública indiferente. Quem deambule na zona da foz do rio Almonda lamentará o estado lastimoso em que se encontram as suas águas. Ali acentua-se a degradação, ali vê-se claramente a água conspurcada. O mesmo podemos dizer do nosso vizinho Alviela. Mas a denúncia que mais alto se fez ouvir nestes últimos dias foi a da agressão para com o rio Tejo que o ministro do ambiente proclamou, em parte, já está morto. Apesar da incúria e da indiferença; apesar da cobiça e da busca ilegal do lucro, corajosas vozes se levantam em defesa da natureza que sofre com os desmandos dos homens. Mas essas vozes críticas não podem fazer muito. Os que deveriam agir, por muitas razões, estão quietos e deixam que a situação se agrave, escondidos nos seus interesses. Não bastam palavras mas exige-se ação, que responda a esta calamidade, por parte dos responsáveis políticos. Não sei se o que está a acontecer ao meio ambiente é apenas um sinal de alarme ou é já o dobrar dos sinos por todos nós.

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