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Um mundo em desequilíbrio

Não sei se alguma vez o mundo já esteve melhor do que está hoje. O que sei é que nunca como na nossa época se atingiu tal desenvolvimento científico e tecnológico. Isto permitiria, naturalmente, criar melhores condições de vida, maior equidade, melhor vida e mais digna para todos.
Mas parece que os dirigentes deste nosso mundo, seja por incapacidade, por sujeição a interesses particularíssimos, por se deixarem enredar nos laços da corrupção, mostram-se incapazes de construírem um mundo de paz, de justiça social e de desenvolvimento. E perante a situação presente perguntamo-nos para onde conduzimos esta civilização, inquietamo-nos perante este tempo presente em que milhões de seres humanos vivem amputados das suas vidas.
Sem justiça social não há paz, sem uma equilibrada distribuição da riqueza não pode haver uma convivência pacífica entre os homens. E as notícias que se colhem do atual estado do mundo vão em sentido contrário. A desigualdade económica não para de aumentar. Um estudo recente de uma organização não governamental (Oxfam) diz-nos que 80% da riqueza mundial está na posse de 1% dos mais ricos. Este desequilíbrio, este pender tudo para um lado, deveria inquietar a consciência de todos os homens e mobilizar os líderes mundiais para darem um novo rumo à história. A esfera financeira continua a sobrepor-se ao homem e a esmagar a pessoa; a riqueza continua a acumular riqueza, enquanto que o trabalho não é recompensado justamente.
O tempo presente lança aos homens bastos desafios e da resposta que agora lhes dermos talvez dependa, quem sabe, a sobrevivência da humanidade.

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