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COISAS e CENAS & CENAS e COISAS

O Amor …

Voltou a fazer exatamente a mesma pergunta que já tinha feito naquele mesmo dia, aquela mesma pessoa, pelo menos 2 ou 3 vezes, naquele mesmo local. Para seu grande espanto (e algo mais à mistura) a resposta que obteve em português com sotaque do Brasil, foi exatamente a mesma das vezes anteriores… o amor! (Leia-se o àmôr… que tem logo outro sabor). O seu dia continuou segundo o que estava previsto em agenda, assim como os meses e os anos até que um dia, sim porque há sempre um dia, ela entendeu a resposta que lhe fora dada naquele dia. E sorriu. Sorriu demoradamente, como que a saborear novamente todos os minutos que naquele dia a tinham levado a fazer aquela pergunta. E constatou que não havia melhor resposta para a pergunta que tinha feito e que toda a indignação que na altura sentiu não fazia agora qualquer sentido. Apetecia-lhe abraçá-la agora mesmo em forma de agradecimento mas, um oceano (dos de verdade) tornava tal ato, pelo menos para já, impossível. E um chorrilho de perguntas assaltaram-lhe o pensamento. Seria a Senhora ainda viva?! Estaria o restaurante ainda a funcionar?! E a mais importante de todas … Seria ainda a Senhora a cozinheira?! Naquele restaurante simples, com uma cozinheira simples, em pleno nordeste brasileiro teve uma das melhores experiências comensais da sua vida. Ainda de sorriso no rosto e sozinha na cozinha de sua casa, em voz alta fez exatamente a mesma pergunta que fizera há anos atrás: Qual o ingrediente secreto que coloca nos seus cozinhados para que tudo o que sai desta cozinha seja tão saboroso? E assim resolveu o “enigma” daquele dia, que já tinha uns anos, com a certeza de que TUDO ISTO EXISTE, TUDO ISTO É TRISTE ( mas sempre com àmôr ), TUDO ISTO são COISAS e CENAS & CENAS e COISAS.

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