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O Almonda ou a sociedade dos sonhadores voluntários?

O que vem no início?
O sonho ou o sonhador?
O jornal ou o jornalista?
– São os segundos!

Havendo um sonhador, cedo ou tarde, o sonho aparecerá. Havendo jornalista, o jornal também aparecerá. Mas um jornal, sem jornalistas, cedo ou tarde, desaparecerá. Jornalista é uma pessoa com a cabeça cheia de notícias e sonhos. O que faz um o jornal são as cabeças que dão as notícias e plantam sonhos que estão em busca de um mundo melhor, mais digno. E é aí que os sonhos superam os sonhadores e os jornais os jornalistas, porque os sonhadores e os jornalistas morrem, mas os seus sonhos não. O sonhador vem primeiro, mas é o sonho que o detém e o perpetua. Nós não detemos os sonhos, os sonhos nos detêm. É por sonhar que continuamos a defender a notícia e inspirando-nos em mundos novos a caminho dessa terra estranha chamada futuro. Continuamos a defender a justiça social e prestigiando uma causa: o ser humano. Muita gente morreu pelo que sonhava. Não pode ter sido em vão que Padre Maya, Padre Búzio, Joaquim Bicho, Bento Leão, Canais Rocha e tantos outros sonhadores lutaram por este jornal. E agora, no ano de seu centenário, com muito orgulho e envolvimento queremos avançar e levar à frente o seu legado e, corajosamente, o estamos a fazer. Não estamos perplexos, não estamos com dúvidas. O nosso ponto de vista é o do sonho e o do jornalismo, pois os sonhos que se sonham juntos tornam-se realidade. Nisso nós somos ambíguos. Sonhamos e fazemos jornalismo.

Durval Baranowske, diretor

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