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Sinais de Deus ao nosso alcance

Nestes tempos de descrença, a Epifania, que nos garante a vontade de Deus se manifestar a todos os povos, convida-nos a colocar uma questão sempre pertinente e hoje mais aguda: como é que Deus se dá a conhecer? Temos razões para acreditar? Porque é que tanta gente O ignora? Se acreditamos no coração e temos fundamento para a fé, como podemos ajudar os nossos contemporâneos gentios (descrentes) a descobrir a estrela da fé que ilumina o caminho da vida? Os Magos que vieram do Orien- te à procura do Menino foram chamados por uma estrela. Para eles, o sinal que primeiro lhes revelou Deus, foi a contemplação do Universo. Realmente, como diz um salmo “Os céus proclamam a glória de Deus e o Universo anuncia a obra das Suas mãos”. Por mais explicações científicas que se apresentem sobre a origem do Universo sem Deus, é difícil acreditar que tudo tenha surgido por acaso. Se não nos fecharmos em preconceitos ateus, a contemplação do universo leva-nos a pensar no Criador. Como diz São Paulo aos Romanos: “O Seu eterno poder como a Sua divindade tornam-se visíveis quando as Suas obras são consideradas pela inteligência” (Rom 1, 20). Por isso, conclui o apóstolo dos gentios (descrentes), é uma insensatez não acreditar na glória do Criador (cf Rom 1, 18-23). O Universo é um sinal sólido para a fé mas não suficiente. Os Magos, ao perder de vista a estrela, continuaram a procurar e encontraram outro sinal não menos importante: as Sagradas Escrituras. Na realidade, foi o esclarecimento das Escrituras que os animou a continuar o caminho e a reencontrar a estrela. Ainda hoje, o contacto com as Escrituras, escutadas em atitude de procura e de acolhimento, são uma mediação preciosa da manifestação de Deus. Nelas o Senhor continua a falar hoje àqueles que, no meio de tantos ruídos e vozes confusas, procuram “Palavras de Vida Eterna”. É pena que os nossos fiéis não recorram mais assiduamente a este sinal divino fundamental para alcançar maior inteligência, convicção e alegria na sua fé. Animados pela luz das Escrituras, os Magos retomaram o caminho. Sempre precisamos de recomeçar, depois de momentos de desânimo e de choque com a indiferença e com a maldade (bem evidentes em Herodes). A estrela voltou a brilhar e guiou-os até ao presépio. Aqui contemplaram o sinal divino culminante que mais os confirmou na fé. Encontraram, realmente, pessoas, envolvidas como eles, na mesma convicção de que o Menino nascido em Belém era a concretização das promessas de Deus, a razão e a estrela do seu percurso, o destinatário digno dos seus dons – ouro, incenso e mirra. Ainda hoje comunidade dos crentes é o sinal por excelência da fé. E a partilha de dons é uma fonte segura de alegria. Dar é sempre gratificante e saudável pois gera no dador contentamento, confiança e energia positiva. Valeu a pena o percurso, terão concluído os Magos. E podemos experimentar também nós.

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