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Irão, para onde Irão…

Nos tempos da grave conjuntura política que se desenrola no Médio Oriente, a Nação Iraniana, teve e terá sempre um papel de estabilização, ou não, neste complexo xadrez dum Mundo Islâmico e não só. Como é sabido e após a queda do Xá Reza Pahlavi e com a Revolução ditatorial, extremista de ultra conservadorismo religioso, isto ocorrido há cerca de 38 anos, liderada pelo ayatollah Khomeini, ao qual sucedeu o atual todo poderoso Khamenei, supremo líder desta antiga Pérsia, onde sobretudo as liberdades femininas, foram restringidas de forma inconcebíveis. Na atualidade, o povo descontente e sofrendo com a grave crise económica instalada, voltou à violência nas ruas de Teearão e também na ultra conservadora cidade de Mashhad e não só. Assim prestes a explodir está um barril de pólvora, cujos botões de ignição estão nas mãos de agentes estrangeiros destabilizadores, que segundo o jornal francês Le Monde, estão conectados com Israel, a América de Trump, a Arábia Saudita e por ultimo muitas das forças rivais no Irão. Este País é hoje presidido por um religioso moderado que é o presidente Rohani. Ainda e de acordo com a imprensa internacional o principal motivo destas violentas manifestações é que grande parte dos Iranianos, recebe um subsídio mensal do governo de pouco mais de 10 euros. Nesta Nação Islâmica, cuja população é superior a 20 milhões de seres humanos, muitos destes clamam contra os gastos militares gastos no apoio que tem sido dado pelo Irão, à Síria ao Líbano ao Bahrain, ao Iémen e ainda aos desesperados habitantes da Faixa de Gaza. Perante todo este cenário bélico e social de acordo com a Associated Press, as multidões clamam “Venha é mais dinheiro para o Povo e não se desperdicem milhões em armamento e não só, em guerras em Países que temos apoiado”. Nesta Nação, onde nosso Carlos Queiroz é rei e senhor e até embaixador, até quando o atual Presidente Rohani, conseguirá manter na corda bamba a grave situação política deste Estado de querer agradar a «gregos e troianos»?

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