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Ano da Graça de 2017

A cerca de 48 horas. Com graça, sem graça. Sei onde começou, estou lá este ano! Sempre a árvore fl utuante maior do mundo: cai duas ou três vezes antes do Natal mas, no fi m do ano, fi ca sempre em pé. Fogo-de-artifício, nada-se a pé pelas ruas sem receio de atentado, apanham-se rolhas de champanhe pelo chão, de cortiça, ou não fossemos nós a maior fl oresta de sobreiros! Para o que vem já comprei o borda-d’água, dois, um para guardar, pristino, o outro para o dia-a-dia: dias santos, feriados laicos, fases da lua, datas de sementeira, previsões… Compro no mercado, face a face – esperavaos mais baratos, não digo que tenham sido caros! Pelo mundo todo, nesta hora, anunciam-se catástrofes. Um deslizamento de terras na Oceânia. Um tufão que chega, com aviso amarelo mas, afi nal, não se passa nada, lagarto lagarto, não bastaram já os incêndios, quanto mais ainda vir água, vento, frio e, de preferência, uma cheia que alague o campo: Reguengos do Alviela na Euronews. Falando sério: mísseis na Coreia do Norte; Trump reclamando uma capital em Jerusalém; Putin, sempre tão severo, agora sorridente, porque lhe ofereceram um cão de raça, tipo rafeiro alentejano, nada do cão d’água do Obama; sai não sai do Brexit; atentados pelo mundo todo; o roubo das armas direitinhas para o terrorismo que apareceram a poucos kms de distância, com o bónus de uma caixa não inventariado; o melhor futebolista do mundo; o ministro das fi nanças escolhido pela Europa; o presidente dos afetos. E o que vem, pró ano, será também, como este, para os que continuarem vivos, com sentido de humor por ser o Homem o único animal que ri e chora, de si mesmo, o ano da graça de 2018?

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