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Um monumento aqui bem perto

Divagou, o provedor do leitor, pelas páginas de O Almonda da semana anterior. E um texto lhe despertou particular atenção porque vinha ao encontro de preocupações antigas relativamente ao nosso património arqueológico, portanto, às nossas raízes. Volto a escrever o que já disse aqui algumas vezes: os que perdem a memória, os que desprezam o passado, não podem ser construtores de pontes do presente para o futuro. E muitas vezes encontramos o legado, que o tempo nos deixou, esquecido, abandonado, mordido pela incúria. Ora, o texto a que faço alusão, lido no anterior número deste jornal, traz à tona a vila Cardílio e louvo o seu autor(a) porque chama a atenção para a existência deste Monumento com classificação nacional onde a maior parte dos habitantes de Torres Novas nunca pôs um pé, digo eu. O texto em questão refere a necessidade de melhorar o espaço a fim de torná-lo mais acolhedor. Louvemos, então, o conteúdo deste texto no seu propósito devir tão oportunamente defender o nosso património. Mas não pode, ao mesmo tempo, o provedor, deixar de reparar que nesse texto é referido que a inscrição encontrada nas ruínas, Viventes Cardilium et Avitam Felix Turre, tem como significado: Que Cardílio e Avita sejam felizes na sua vila da Torre. Certamente que a maior parte dos que estudaram a inscrição não estará de acordo. Porque há mais de uma dezena de propostas de tradução e até hoje não se chegou a um consenso entre os que abordaram a questão e nem sei se alguma vez será possível chegar a acordo. O latim em que a frase está escrita não permite unanimidade na tradução. De qualquer forma, ainda bem que o assunto é abordado para se chamar a atenção para um rico património tão esquecido e de cuja existência, muitos torrejanos nem se apercebem.

provedor@oalmonda.net

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