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Esperança e não otimismo

O ano que passou foi um sonho que sonhámos juntos. Foi uma batalha bem travada. A vitória, como tudo o que há, pertence ao ponto de vista que é visto de um ponto. Foi contingente que chegássemos até aqui e a nossa história agora está junto do ano que vem. Por ele, nossas vidas; entre ele, nossos projetos; por causa dele, nossa esperança. Os anos mudam para continuarem os mesmos, mas quando nós mudamos, fechamos a porta da mesmidade e os tempos mudam-se connosco. No ano que passou, o jornal “O Almonda” falou da arte, da força do espírito da música, da poesia, da pintura, da escultura, do desporto e da liturgia. No ano que passou, “O Almonda”, acreditou na capacidade dos seres humanos de se recriarem e, como artistas, falarem em significados que só os sensíveis conseguem decifrar. Acreditou na profundidade de todas as coisas. Acreditou em novos colunistas e articulistas, refez o seu grafismo, apostou nas crianças, ouviu o povo e creu em ti, gentil leitor, que até aqui seguiu este jornal onde nos encontramos e celebramos 100 anos, agora, no ano que chega. Do que passou aprendemos muitas lições, nós vimos um mundo morrer com as queimadas e renascer com a chuva. E para o próximo ano, esperamos com renovada esperança sem razões para sermos otimistas. Esperança é diferente de otimismo: Otimismo vive-se na expectativa de grandes coisas. A esperança se alimenta das pequeninas e são nas pequeninas coisas que a vida floresce.

Durval Baranowske, diretor

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