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Febre do Natal

A febre do Natal. Este ano, fiquei em choque quando, no início de novembro, entrei numa loja e as decorações já eram de Natal. Num apelo urgente e chato ao consumismo, a convidar a gastar sem pensar. Neste ano, ainda pior me caiu, em virtude do verão prolongado que se fez sentir. Pouco a pouco, começou a sentir-se cada vez mais a febre do Natal. Na publicidade, nas lojas, nas promoções, em tudo. Não sou ingénua nem parva.
Não é isso. Mas começa-me a cair cada vez pior esta febre do Natal. E ver que na noite em que deve estar tudo concentrado na consoada e em valores mais fortes que tudo, as pessoas já estão cansadas e estoiradas, justificando esse estar com a “correria do Natal e compras de última hora”. Importante, para mim, é concentrarmo-nos cada vez mais na família, nos valores, nos princípios e no que mais importa. A vida é efémera, os minutos quase que desaparecem sem darmos por eles e num instante vão passando os anos, vamos perdendo quem mais amamos e perdemos oportunidades de ver e estar com aqueles que são importantes para nós. Na verdade, tudo não passou de uma febre. Hoje é dia 26. As pessoas agem como se não tivesse havido Natal. E para mim o Natal é sagrado. Por isso não acredito na febre do Natal. Na febre consumista, não. O Natal perdura todo o ano, todos os dias, no nosso coração e no coração de quem o cultivamos.

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