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Ouvindo queixas

Como provedor do leitor cabe-me estar atento e tentar ir ao encontro das críticas e reparos daqueles para quem este jornal é um serviço. Ouvir e tentar melhorar o que está mal. É que o jornal está em função dos leitores e estes são a sua razão de ser. O mesmo se passa com os serviços públicos. O Sistema Educativo está ao serviço dos alunos, o Serviço de Saúde ao serviço dos doentes. A Economia em função das pessoas e não de interesses obscuros. É velho o aforismo: «O sábado é para o homem, não o homem para o sábado». E quando às instituições são apontadas deficiências o que nos move não é a crítica pela crítica, mas a melhoria das situações. Pois acontece, que ainda há pouco, aqui foi relatado o facto de Canais Rocha se queixar de ter passado, numa maca em corredor de hospital, três dias e três noites, agora chegam às mãos do provedor dois casos narrados por Ramiro Silva. Na primeira situação, o leitor deste jornal conta a história de um seu familiar que passou 30 horas numa maca no corredor, com coluna fracturada e, no segundo caso, narrado por este leitor, um outro familiar, internado nas urgências, tendo alta, voltou ao hospital três dias seguidos, pois a sua situação nunca deixou de se agravar. Andou cá e lá sabe-se lá porquê… Não se pode narrar a dor, o sofrimento dos doentes, mas pode e deve chamar-se a atenção dos responsáveis para que os serviços melhorem.

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