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O Fado Candela

Isto de há já largos anos nos dedicarmos às cantigas, foi o Choral Phydellius, cerca de 52 anos, foi a Orquestra Típica Scalabitana, durante 3 anos, foi a canção ligeira e o fado, durante já mais de 60 anos, acompanhado por bons conjuntos como o Niger, ou como solista de alguns conjuntos locais, Kalyfas, Academia Pop, Banda 5, Nova Augusta, referindo ainda os Festivais da Canção de Torres Novas, o Festival da Canção Popular de Leiria e o Festival do Cade no Entroncamento. Foram para mim milhares de experiências e de vivências que ficaram gravadas na minha mente e que irão comigo até ao fim dos meus dias. E queira Deus que essa data venha ainda bem longe. Foram muitas as peripécias, o bichinho a saltar e imensos pedidos para cantar, mesmo de improviso e arriscando-me a algumas “barracas” que depressa foram esquecidas pelo prazer que é de estar em palco. A experiência já é muita, dizem, mas… Muito recentemente, um jovem e promissor músico da nossa terra, um guitarrista esplêndido e em ascensão e um fadista que se vai impondo. Será a meu ver uma certeza dentro de pouco tempo. Já viram tratar-se de Diogo Ferreira, que para além de ter cantado no passado dia 31 de Outubro de 2017, em Riachos, um belo fado que dedicou a sua mãe, (presente na sala) que foi um dos pontos mais altos da noite, saiu ao intervalo com uma pergunta. “Amigo Jorge, você que anda nisto há muito tempo, conhece o Fado Candela?” Respondi-lhe que não conhecia esse fado e pedi-lhe para o trautear, o que fez e lá cantou assim: “Candela passa, ladina e cheia de graça”… Palavras para quê, enfiei o barrete e afivelei um sorriso um pouco amarelado, pois estamos sempre a aprender.

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