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Agentes sociocristãos

A identificação dos agentes da ação social cristã acha-se clarificada, entre nós, a partir da III Semana Nacional de Pastoral Social – Fátima, 1985, e da Instrução Pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa, já aqui citada, sobre a «Ação Social da Igreja», 1997 (cf. também Ação Social na Paróquia, Núcleo de Diálogo Social (Torres Vedras), Paulinas, 2010). Com base nestas fontes e noutros contributos, podemos considerar três conjuntos de agentes: as comunidades cristãs estruturantes; as instituições e movimentos sociais; os cristãos e famílias. As comunidades cristãs estruturantes são, na perspetiva católica, a Igreja universal, as dioceses e as paróquias. Nas instituições e movimentos sociais incluem-se, nomeadamente, as instituições particulares de solidariedade social pertencentes à Igreja e os movimentos da Ação Católica, embora estes não se integrem formalmente na pastoral social. O conjunto de cristãos e famílias abrange cada cristão, cada família, as suas relações de entreajuda, as «comunidades de base e pequenas comunidades» e os grupos de ação social, com esta ou outras designações; registe-se que as «comunidades de base e pequenas comunidades» estão reconhecidas, como tais, na Exortação Apostólica do Papa Francisco Evangelii Gaudium (A Alegria do Evangelho), 2013, nº. 29. João Paulo II entendeu por bem reconhecer e estimular um «grande movimento empenhado na defesa da pessoa humana», integrado pelos milhões de cristãos que vêm assumindo o seu «compromisso no mundo, (…) individualmente ou inseridos em grupos, associações e organizações»; desse modo, contribuem para «uma sociedade mais justa (…)» (Encíclica Centesimus Annus, 1991, nº. 3; cf. Compêndio da Doutrina Social da Igreja, 2004, nº. 538). A Cáritas Portuguesa e as Diocesanas, em articulação com a Sociedade de S. Vicente de Paulo e com outras instituições e movimentos, talvez reúnam especiais condições para a formalização e intensificação deste «grande movimento» em Portugal.

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