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O caminho novo do Advento

Advento significa “o Senhor vem”. Veio há mais de dois mil anos e vem hoje também ao nosso encontro. A sua visita é uma oportunidade de renovação e um motivo de esperança. Como afirma a Carta aos Hebreus, Jesus é um “caminho novo e vivo”. Veio habitar no meio de nós para caminhar connosco e enriquecer a nossa vida com luz e alegria. Por isso, seria muito pobre entender o Advento apenas como a preparação do Natal e permanecer nos sinais exteriores. Se assim fosse, perderíamos a maior riqueza do Advento que é a de redescobrir a essência da vida cristã como caminho. De facto, segundo os Atos dos Apóstolos, a primeira designação do cristianismo, logo nas origens, é a de “Caminho do Senhor”. Proponho, pois, viver o Advento nesta perspetiva. A primeira condição é de reconhecermos que necessitamos urgentemente da proposta deste tempo litúrgico. Precisamos,
realmente, de descobrir e experimentar a verdadeira novidade do cristianismo e a sua força de transformação das pessoas e situações. Notamos como muitos cristãos mostram cansaço e desinteresse e bastantes comunidades se apresentam envelhecidas. Vemos muitos fiéis instalados, parados no tempo, agarrados ao “fez-se sempre assim”, lamentando este mundo perdido mas sem propostas alternativas. Falta esperança e vigor aos nossos crentes. Falta a espiritualidade do Advento. Para nos pormos a caminho, a primeira motivação é ter presente e desejar alcançar a meta que nos é proposta pela fé: encontrar ou aprofundar o encontro com Jesus, vivo e próximo. Experimentar a sua presença incentiva-nos a seguir o seu caminho e a adotar o seu estilo. Esta é a essência da fé. Na origem e na base dos ritos e do comportamento cristão está o encontro com Jesus Cristo. Por
isso, a fé cristã não pode ser estática, não é uma situação alcançada (“já fiz os sacramentos todos”) mas um percurso a retomar constantemente. É esse dinamismo que o Advento nos propõe. Depois de fixar a meta, a segunda condição é tomar a bússola ou a lâmpada para nos guiar no caminho. Está à nossa disposição. Tomemos um livro da Sagrada Escritura, mais concretamente o Evangelho de São Marcos. Não apenas como livro de história ou de doutrina mas como palavra do próprio Jesus Cristo para nós hoje em que concretiza o seu caminho e o seu estilo. Façamos uma leitura meditada, relendo, ruminando e rezando (“lectio divina”). Tomemos essa lâmpada no Advento, fazendo 10 minutos por dia de leitura orante. A esperança guiará os nossos passos e a alegria do Natal será profunda e duradoura

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