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Três pequenos grandes pontos

No primeiro quero inserir, depois de ter visto com olhos de ver, no local, vasto e negro, a tragédia, mais negra ainda, pelo crime de fogo posto, que, segundo alguns, também teve quota-parte. Estou a referir-me à paisagem morta em que ficou mergulhada a zona dos concelhos de Nelas, Mangualde e Seia e aos incêndios que por ali andaram, por onde percorri mais quilómetros. Ainda é mais tremendo o impacte para quem conhecia a região verde e arborizada, preenchida de forma diversificada e com rios e barragem ali mesmo, e agora a destruição, devastação e pouco mais. Estou eu nestas circunstâncias. Mas digo que me parece que já se começou a meter mãos à obra de reconstrução porque é urgente em todos os aspetos, para que não fique dúvida de que o país dignifica os seus cidadãos e sabe que quem foi atingido ficou com menos força, pelo menos temporariamente. Para lá de Portugal estar convencido de que também o governo está a fazer o seu trabalho, tem sido reconfortante conhecer os apoios que têm chegado para quem ficou sem nada. É de destacar a atitude da Federação Portuguesa de Futebol, com a organização dos jogos da seleção, em Viseu e em Leiria, a indicar como se pode ser solidário. No segundo ponto, o futebol, para mostrar o cartão vermelho, sobretudo aos designados três grandes, ou melhor às direções do Benfica, do Sporting e do Futebol Clube do Porto, porque são ”incendiárias” do “fogo” em todo o território da primeira liga, movimentando-se como masoquistas, porque destroem a sua própria indústria. Que alguém tenha bom senso, fazendo-os sentar à mesa para jantar e clarificar o que é bom e muito mau para o futebol. Já basta! No terceiro ponto, incluo o tema da água que não temos e tanta falta nos faz mas que muita gente gasta exageradamente, inclusive as câmaras municipais. Há dias alguém me dizia que o grande rio Nilo, com sete mil quilómetros de extensão, através de dez países, secou num ano de há muitos séculos antes de Cristo. Agora mostram-se as nascentes dos nossos rios internacionais quase nessa situação. O homem tem de cuidar da natureza. Implora-se aos céus que venha muita e tranquila chuva.

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