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Sonhar

Num destes dias, a percorrer o feed de notícias do meu Facebook, li uma publicação de uma amiga que dizia que “Desistir de um sonho é trair a própria vida”. Uma frase daquelas que por aí deambulam, das quais tantas pessoas se apropriam para vestir a capa daquilo que querem ser e não são. Não no caso da minha amiga, a Joaninha, que de facto acredita em tudo o que diz. É uma daquelas pessoas raras, que temos a sorte de encontrar nesta vida. Quando li a frase, sorri e pensei “Caramba, é mesmo verdade”. Desde pequena que tinha um sonho: dançar ballet. “Ah, Ana, esquece, isso tem que se começar desde cedo”, diziam as pessoas à minha volta. Em setembro de 2016, dirigi-me à minha escola de dança no Entroncamento. Encontrei a minha mestra, a Susana Valério. E perguntei: “Xana, ballet para adultos é mesmo ballet? Aprendemos ballet de verdade? Aprendemos a fazer pontas?” E a Xana respondeu: “Depende. Se quiserem aprender, claro que sim”. E inscrevi-me. Há mais de um ano, vivo dentro do meu próprio sonho. No meio de pliés, de alongamentos, de primeiras, segundas, terceiras, quartas, quintas e sextas posições, no meio de muita correria para chegar às aulas a horas (sim, porque bailarina que é bailarina não se atrasa), vestida a rigor e com o cabelo apanhado num coque cada vez mais perfeito, com um grupo de pessoas incríveis (uma verdadeira equipa), tenho crescido. E tenho aprendido uma das maiores lições da minha vida: nunca é tarde para sonhar. Numa ótica de motivação e desenvolvimento pessoal, arranjar algumas horas por semana para realizar um sonho é um grande segredo para o nosso equilíbrio e para sentirmos o sabor da vitória e da conquista. Sonhar faz bem, mas realizar os nossos próprios sonhos deveria ser de prescrição obrigatória. Porque a maior superação que podemos ter na nossa vida é, de facto, quando nos superamos a nós próprios. Porquê? Porque muitos dos maiores obstáculos que temos na nossa vida são criados por nós. Assim, ganhemos coragem, realizemos sonhos e vivamos mais para nós. Em pontas, ou com os pés assentes no chão. O que interessa é voar.
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